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Opositor acusa governo por violência na Bolívia

(Arquivo) O principal opositor boliviano, Carlos Mesa afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 28. outubro 2019 - 18:10
(AFP)

O principal opositor boliviano, Carlos Mesa, culpou o governo nesta segunda-feira pelo clima de violência desencadeado no país após a controversa reeleição do presidente Evo Morales, e considerou uma invenção a denúncia de um suposto golpe contra ele.

“A responsabilidade total pelas ações de violência pertence ao governo que instruiu os militantes do MAS (partido de Morales) a gerar confrontos e violência para encontrar resultados que ninguém deseja no momento”, escreveu ele em uma publicação no Facebook.

A declaração de Mesa, quem segundo os cálculos oficiais foi derrotado no primeiro turno com 36,51% dos votos contra 47,08% de Morales, surgiu depois que o presidente de esquerda denunciou que um golpe de estado está sendo organizado para esta semana.

A Bolívia inicia sua segunda semana de convulsão social com bloqueios e greves em todo o país para protestar contra a continuidade de Morales no poder – desde 2006 – por mais cinco anos.

Em La Paz e Cochabamba, foram registrados confrontos de rua entre opositores e policiais.

Mesa afirmou em seu comunicado que “existem pessoas do MAS que estão causando provocação porque existe uma estratégia do governo para estabelecer atos de violência”, com o objetivo de responsabilizar a oposição e a ele em particular.

Quase paralelamente à publicação da mensagem na rede social, o vice-presidente Álvaro Garcia acusou Mesa em entrevista coletiva pelos atos de violência que estão ocorrendo “pela decisão de um único homem”.

"Ele é o responsável, ele é o culpado", insistiu.

O Tribunal Eleitoral Boliviano (TSE) anunciou na sexta-feira a vitória de Morales no primeiro turno, em meio a um processo de cálculo questionado, enquanto a OEA e a União Europeia pediram uma votação.

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