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(6 jun) Patricia de Ceballos (d) e a mulher do líder opositor preso Leopoldo Lopez, Lilian Tintori, participam de uma vigília numa igreja de Caracas

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O opositor venezuelano preso Daniel Ceballos suspendeu nesta quinta-feira a greve de fome que mantinha há 20 dias, informou sua mulher, Patricia, em uma mensagem publicada no Twitter.

"Recebi uma ligação do meu marido, @Daniel_Ceballos, me disse que decidiu parar hoje (quinta-feira) a greve de fome", indicou a esposa, acrescentando que "já lhe aplicaram soro intravenoso".

Ceballos, ex-prefeito de San Cristóbal (Táchira, sudoeste), se declarou em greve de fome, juntamente com o também preso líder opositor Leopoldo López, pedindo "a libertação dos presos políticos, o fim da perseguição e da censura" e que "seja marcada definitivamente a data para as eleições parlamentares".

Após o fim da greve de fome, o defensor público Tarek William Saab anunciou a transferência do político para uma casa de detenção em Caracas.

"Agora se concretiza a transferência de Daniel Ceballos de Guárico para um novo local de reclusão, situado em Caracas".

Ceballos foi levado da prisão militar de Ramo Verde, na região de Caracas, para uma penitenciária de presos comuns no Estado de Guárico (centro) em 23 de maio passado.

Segundo a coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD), há nove dias, Ceballos tinha perdido mais de 10 quilos. Nesta quinta-feira, sua esposa e atual prefeita de San Cristóbal assegurou que agora, ele pesa 57 quilos por causa da greve.

As greves de Ceballos e López provocaram a "preocupação" dos ex-presidentes Andrés Pastrana, da Colômbia, a Jorge Quiroga, da Bolívia, assim como do ex-presidente do governo espanhol, Felipe González, que pediram ao governo do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, que desse atenção médica aos detidos.

Durante a presença dos ex-presidentes da Venezuela, em duas etapas durante as últimas duas semanas, nenhum obteve autorização para visitar Ceballos ou López nos locais de reclusão.

Os dois opositores estão presos, acusados de incitar à violência durante os protestos que sacudiram a Venezuela em 2014 e que deixaram 43 mortos e centenas de feridos.

AFP