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Restos do avião malaio com 298 ocupantes que caiu em Shaktarsk

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O míssil russo terra-ar "Buk", provável responsável pela destruição da aeronave da Malaysia Airlines quinta-feira na Ucrânia, é um projétil de autopropulsão e guiado capaz de atingir alvos aéreos acima de 22 mil metros, mas que requer um pesado dispositivo em terra, de acordo com especialistas.

Há duas versões desses mísseis fabricados pelos russos desde os anos 70: o Buk-M1 e o Buk-M2, chamados na terminologia da OTAN de "Gadfly SA-11" e "Grizzly SA-17".

Sua peculiaridade: "eles podem atingir alvos a uma altitude de 72.000 pés (22.000 metros), mais do que o dobro dos 33 mil pés de altitude em que voava o Boeing 777", que partiu de Amsterdã em direção a Kuala Lumpur, explicou à AFP Doug Richardson, editor da revista britânica "Jane's Missiles & Rockets".

Os sistemas Buk são móveis, instalados em veículos. Podem atingir aviões, drones, helicópteros, mísseis de cruzeiro e outros alvos.

"É o equivalente eletrônico de uma sentinela que pergunta 'quem está aí?' Se não há resposta, tudo o que você sabe é que este não é um avião de combate do seu próprio campo. Mas isso não indica que você está alvejando um avião comercial", explicou.

O uso desses mísseis "é complexo. São necessários três caminhões, um para o posto de comando, um para carregar o radar e o terceiro para disparar os projéteis", disse.

O uso desses mísseis "requer uma grande quantidade de homens, muito treinamento e um monte de peças", ressaltou por sua vez Edward Hunt, analista de defesa do IHS Jane.

Os mísseis terra-ar Buk são generalizados. Antes do início do conflito ucraniano, Kiev possuía de seis a oito baterias, cada uma com quatro mísseis.

A Rússia possui muitos mais, além de sistemas de defesa aérea mais sofisticados, incluindo o S-300 e S-400, mas não está claro se esses sistemas estão implantados na região.

As versões mais recentes desses mísseis terra-ar foram projetadas em uma fábrica em Ulyanovsk pelo fabricante Almaz-Antey, que está incluso nas recentes sanções dos Estados Unidos.

AFP