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Padre que dirigiu poderosa entidade de controle é preso no Equador

Visão aérea de Ciudad Mitad del Mundo, em San Antonio de Pichincha, 40 km ao norte de Quito, no Equador afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 17. agosto 2020 - 23:27
(AFP)

Um padre que presidia uma entidade com poderes para designar autoridades de controle no Equador foi condenado nesta segunda-feira (17) a cinco anos de prisão por oferecer cargos públicos em troca de dinheiro, informou o Ministério Público.

Um tribunal da província de Guayas (sudoeste) "condenou a cinco anos de pena privativa de liberdade o ex-presidente do Conselho de Participação Cidadã e Controle Social (Cpccs) José Carlos T. (Tuárez)" pelo crime de associação ilícita, por ofertar cargos e contratos públicos, informou o Ministério Público em comunicado.

A Justiça também exigiu dele que se desculpe publicamente, a perda dos seus direitos políticos e uma multa, cujo valor não foi especificado.

Ao se candidatar ao Cpccs, em 2019, o padre dominicano não recebeu autorização de sua ordem para participar de atividades políticas, por isso foi proibido de usar o hábito de sua comunidade religiosa e de exercer o sacerdócio.

De acordo com o Ministério Público, Tuárez e três outros réus pediram entre US$ 5.000 e US$ 500.000 para a colocação de pessoas em cargos públicos. O MP explicou que Tuárez "era o responsável por oferecer cargos públicos em suas diferentes modalidades, para instituições como o Ministério da Saúde, a Diretoria de Aviação Civil, o Serviço Nacional de Alfândegas e para a estatal Petroecuador, em troca de grandes quantias de dinheiro", segundo comunicado.

Em agosto de 2019, alguns meses depois de assumir o cargo no Cpccs, Tuárez foi demitido em um julgamento político, acusado de falsificação de documentos e declaração de bens. Ele foi preso em novembro.

As Cpccs foram criadas no governo do ex-presidente Rafael Correa (2007-2017), com poderes para apurar indícios de responsabilidade em casos de corrupção e nomear autoridades, incluindo o procurador-geral e procurador do Estado, superintendentes de bancos estatais, e membros dos órgãos eleitorais e do Judiciário.

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