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Anders Behring Breivik no dia 20 de abril de 2012 em Oslo

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O pai do assassino norueguês Anders Behring Breivik publicará em outubro um livro intitulado "Minha culpa? A história de um pai", no qual examina sua responsabilidade pelo massacre cometido por seu filho.

"Sinto alguma culpa. E me sinto responsável. O que teria acontecido se eu tivesse sido um pai melhor? Anders teria feito o que fez?", escreve Jens Breivik, segundo trechos divulgados pela editora norueguesa Juritzen nesta quarta-feira.

Jens Breivik - ex-diplomata que se mudou para a França ao se aposentar - foi descrito com frequência como um pai ausente.

O casal Breivik se separou pouco depois do nascimento de Anders, e o pai perdeu o contato com o filho quando ele era adolescente.

Breivik, um extremista hostil ao multiculturalismo que agora tem 35 anos, foi o autor no dia 22 de julho de 2011 do maior massacre realizado na Noruega desde a Segunda Guerra Mundial.

Primeiro detonou uma bomba perto da sede do governo de esquerda em Oslo, deixando oito mortos, e depois abriu fogo contra um acampamento de verão de jovens do Partido Trabalhista na ilha de Utoeya, onde matou 69 pessoas, em sua maioria adolescentes.

O assassino classificou na época seu gesto de "atroz, mas necessário", e cumpre agora uma condenação de 21 anos de prisão, a pena máxima na Noruega.

A investigação e o processo mostraram que durante sua infância Anders Behring Breivik provocou preocupação nos serviços sociais, que suspeitaram que havia sido negligenciado por seus pais.

Seu pai tentou obter o direito de criá-lo, mas fracassou.

Escrito com a ajuda de um autor cujo nome não foi revelado, o livro é um "autoprocesso", estimou seu editor, Arve Juritzen. "É bastante duro com ele mesmo", disse.

Um livro sobre a mãe do extremista, Wenche Behring Breivik, já falecida, provocou comoção na Noruega. Nele, Jens Breivik era descrito como um tirano doméstico.

AFP