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Pai de suposto hacker russo denuncia condições de detenção do filho nos EUA

O pai do detido, Valery Seleznev, afirmou em uma coletiva de imprensa que seu filho não está recebendo um tratamento médico vital. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 11. julho 2014 - 12:14
(AFP)

Um deputado russo, pai do suposto hacker acusado pelos Estados Unidos de roubo de dados bancários, denunciou nesta sexta-feira que seu filho está em uma das piores prisões norte-americanas, sem receber atendimento médico para seus graves problemas de saúde.

O governo russo já havia acusado nesta semana os Estados Unidos de terem sequestrado Roman Seleznev no sábado passado em Male, capital das ilhas Maldivas, para transferi-lo à ilha de Guam, em um novo incidente nas relações entre Washington e Moscou, já tensas pelo conflito da Ucrânia.

O pai do detido, Valery Seleznev, afirmou em uma coletiva de imprensa que seu filho não está recebendo um tratamento médico vital.

Se não receber a medicação prescrita "durante três ou cinco dias, no máximo (...), pode morrer, e morrerá muito rapidamente", declarou.

Roman Seleznev, indicou sua família, sofreu danos cerebrais em um atentado no Marrocos em 2011.

Valery Seleznev, deputado do ultranacionalista Partido Liberal Democrático da Rússia, afirmou que as autoridades americanas estão pressionando seu filho para que se declare culpado, em troca de uma transferência a uma prisão de Seattle (noroeste dos Estados Unidos).

"Os advogados descrevem a prisão (de Guam) como uma das piores, e talvez a pior dos Estados Unidos", disse o legislador.

Roman Seleznev, de 30 anos, é acusado de ter hackeado entre outubro de 2009 e fevereiro de 2011 sistemas informáticos de lojas varejistas americanas e de ter instalado programas informáticos destinados a roubar números de cartões bancários.

Segundo uma ata de acusação de 2011, Seleznev e seus sócios roubaram mais de 200.000 números de cartões bancários e provocaram perdas de mais de 1,1 milhão de dólares (800.000 euros) aos bancos.

Estes crimes são passíveis de até 30 anos de prisão.

O deputado Valery Seleznev afirmou que lhe parece impossível que seu filho seja um hacker, já que não conhece "nada sobre novas tecnologias".

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