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Panamá alerta que narcotráfico na América Central manteve ritmo apesar da pandemia

Membro do Serviço Nacional Aeronaval (SENAN) em guarda enquanto são exibidos pacotes de drogas apreendidos durante uma operação, apresentados em entrevista coletiva em uma base na Cidade do Panamá, em 23 de novembro de 2020. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 23. novembro 2020 - 22:49
(AFP)

O tráfico de drogas para os Estados Unidos através da América Central manteve seu ritmo apesar da pandemia de covid-19, alertaram as autoridades panamenhas nesta segunda-feira (23), após apresentarem 1,7 tonelada de cocaína apreendida no Caribe do país centro-americano.

"Este ano estamos culminando, talvez, com a mesma ou um pouco maior quantidade de drogas apreendidas nos anos anteriores", disse o promotor antidrogas Javier Caraballo em entrevista coletiva.

Durante as primeiras semanas da pandemia "houve uma queda nas apreensões", mas depois de um mês e meio os traficantes se adaptaram "rapidamente" à situação e "o fluxo recomeçou".

Segundo Caraballo, até o momento este ano o Panamá apreendeu mais de 50 toneladas de diferentes drogas, especialmente cocaína com destino para os Estados Unidos.

O diretor de operações do Serviço Nacional Aeronaval (Senan), Edson Castillo, disse que só esta instituição policial apreendeu 44 toneladas de drogas neste ano, principalmente no Caribe, e 53 toneladas no ano anterior.

Em 2019, o Panamá bateu seu recorde de apreensões, com quase 91 toneladas, principalmente cocaína. Esse número supera a marca anterior de 85 toneladas, em 2017.

Caraballo também destacou que em 2020 mais de 1.300 pessoas foram presas por supostas ligações com o tráfico de drogas, a maioria delas panamenhos e colombianos.

Caraballo considera que durante a pandemia, grupos criminosos nos países produtores armazenavam "grandes quantidades" de drogas que agora precisam ser exportadas rapidamente e em grandes quantidades para os países consumidores.

As declarações foram dadas nesta segunda-feira durante a apresentação de uma recente apreensão de drogas, na qual a polícia panamenha apreendeu 1.713 pacotes de cocaína, de aproximadamente um quilo cada, após uma perseguição a uma lancha no Caribe panamenho.

Segundo as autoridades, na operação, da qual também participaram reforços aéreos dos Estados Unidos e da Colômbia, foram presos os quatro tripulantes do barco: dois costarriquenhos, um deles menor, um nicaraguense e um colombiano.

O Panamá se tornou a porta de entrada do corredor centro-americano que os traficantes usam para transportar drogas da América do Sul, principalmente da Colômbia para os Estados Unidos, o maior consumidor mundial.

Com a ajuda dos Estados Unidos, Colômbia e Costa Rica, as autoridades desses países procuram combater o tráfico de drogas na região.

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