Navigation

Pandemia de coronavírus progride exponencialmente e chega a 1 milhão de casos

Balanço mundial da pandemia do novo coronavírus afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 02. abril 2020 - 21:33
(AFP)

A cifra de 1 milhão de casos do novo coronavírus no mundo foi alcançada oficialmente nesta quinta-feira, após a aceleração, nas últimas semanas, das infecções e mortes, uma prova da progressão exponencial da pandemia.

Últimas cifras

Ao menos 1.000.036 casos de infecção, que levaram a 51.718 mortes, foram registrados em 188 países e territórios, segundo um balanço feito até as 19h GMT de hoje.

Nos últimos sete dias, foram diagnosticados tantos casos quanto nos 86 dias anteriores. O número de mortos dobrou desde 27 de março. Até agora, 186.000 pessoas foram consideradas curadas.

Mas os dados divulgados no mundo não refletem, necessariamente, a realidade. Muitos países submetem a testes apenas os doentes em estado grave. Alguns deles, como a Finlândia, reconhecem que seus balanços estão subestimados, e que o número real pode ser 30 vezes maior.

Em relação aos mortos, alguns estados não incluem as mortes em asilos. Mas o crescimento das cifras mostra a propagação dramática da doença no mundo.

A Europa, com 542.191 casos registrados, incluindo 37.715 mortos, é, hoje, o principal foco da pandemia. Em 7 de março, o continente registrava menos de 10 mil casos.

A progressão disparou nas últimas semanas: em pouco mais de 10 dias, o número de mortos se multiplicou por sete, e superou 37 mil hoje.

A progressão também é importante nos Estados Unidos, que, em 27 de março, tornaram-se o país mais afetado do mundo em número de casos.

Em 2 de março, havia 68 infectados naquele país. Hoje, são mais de 234 mil. Nos últimos cinco dias, o número de casos registrados em solo americano dobrou.

O número de mortos segue uma evolução semelhante: os Estados Unidos registraram o primeiro óbito em 1º de março, e, hoje, contabilizam 5.607, número que dobrou nos últimos três dias.

- Itália e Espanha de luto -

Apenas Itália e Espanha têm um número de mortos superior, 13.915 e 10.003, respectivamente. Juntamente com os Estados Unidos, são os países que têm mais casos declarados do que a China, onde surgiu a doença.

Em território chinês, as cifras oficiais mostram uma desaceleração importante há um mês (81.589 casos, incluindo 3.318 mortos, 31 em uma semana).

A cada 100 mortes na Europa, 36 são registradas na Itália e 27, na Espanha. Nos dois países, as medidas de confinamento da população parecem funcionar, com um freio na progressão da epidemia.

A Itália passou de um aumento diário do número de casos de 15% há duas semanas para um índice inferior a 5%. Já a Espanha registra cerca de 8% de casos a mais por dia, contra entre 15% e 20% na semana passada.

Na Europa e em outras partes do mundo, os outros países mais afetados são França, Irã, Reino Unido, Holanda, Bélgica, Alemanha, Suíça e Turquia.

A África, com uma população de 1,3 bilhão de pessoas, registra 6.804 casos e 273 mortos. O continente com menos casos é a Oceania (5.949).

A região América Latina e Caribe alcançou hoje 23.133 casos; o Oriente Médio, 64.083; e o conjunto da Ásia, 112.356, balanços baseados em dados das autoridades nacionais competentes e com informações da OMS.

Este artigo foi automaticamente importado do nosso antigo site para o novo. Se há problemas com sua visualização, pedimos desculpas pelo inconveniente. Por favor, relate o problema ao seguinte endereço: community-feedback@swissinfo.ch

Partilhar este artigo

Participe da discussão

Com uma conta SWI, você pode contribuir com comentários em nosso site.

Faça o login ou registre-se aqui.