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O papa Francisco deixa a Basílica de Santa Maria, em Roma, após sua viagem para a Coreia do Sul.

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O papa Francisco manifestou nesta segunda-feira desejo de visitar o Iraque e a China.

"Me perguntam se desejo ir à China, claro que sim. Amanhã mesmo. A Igreja só pede liberdade para fazer seu ofício, nenhuma outra condição", declarou durante uma coletiva de imprensa concedida no voo de retorno a Roma de sua viagem de cinco dias à Coreia do Sul.

O pontífice argentino contou que estava na cabine do piloto quando seu avião sobrevoou a China, com a autorização inédita do governo comunista.

"De volta à minha poltrona, rezei muito pelo belo e nobre povo da China, um povo sábio", disse.

Francisco pediu que países asiáticos, como China e Vietnã, aceitem um diálogo respeitoso entre culturas e estabeleçam relações diplomáticas plenas com o Vaticano.

"Não estou falando somente de diálogo político, mas também de diálogo fraternal".

"Esses países devem perceber que os cristãos não veem como conquistadores", explicou o papa argentino.

Em relação ao Iraque, Francisco também se disse disposto a viajar ao norte desse país, assolado por uma ofensiva de combatentes jihadistas. O pontífice declarou que sua visita teria como objetivo levar alívio aos refugiados cristãos e a outras minorias.

"Já afirmamos: se for necessário, após a viagem à Coreia do Sul estamos dispostos a ir até lá", afirmou Francisco.

Nesta segunda-feira, o papa pediu que os países-membros da ONU tomem uma decisão coletiva com o objetivo de impedir a "agressão injusta" sofrida pelas minorias no país.

"Depois da Segunda Guerra Mundial, tivemos a ideia de criar as Nações Unidas. É lá que se deve discutir e afirmar: Há um agressor injusto. Como vamos contê-lo?", observou o pontífice à bordo do avião onde concedeu entrevista a cerca de 70 jornalistas.

"Os meios para conter esta agressão injusta devem ser avaliados", opinou. "Eu digo conter, não bombardear ou fazer a guerra", esclareceu.

AFP