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Paraguai prorroga quarentena 'rígida' até 3 de maio

Um policial paraguaio trabalha em um posto de controle durante o bloqueio "preventivo e obrigatório" da população decretada pelo presidente paraguaio Abdo Benitez devido ao surto de pandemia de COVID-19, em Assunção, em 23 de março de 2020. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 24. abril 2020 - 17:44
(AFP)

O Paraguai estendeu até 3 de maio sua quarentena "rígida" para conter a pandemia de COVID-19, anunciou o presidente Mario Abdo Benítez nesta sexta-feira(24).

"Na próxima semana, as rigorosas medidas de quarentena serão mantidas, antes de entrar na fase de 'quarentena inteligente' que permitirá a reativação de alguns setores produtivos", disse em entrevista coletiva.

A economia paraguaia, com um PIB anual de pouco mais de 40 bilhões de dólares, parou de produzir 2 bilhões de dólares por mês, admitiu o governante.

O ministro da Saúde, Julio Mazzoleni, disse que a retomada do trabalho exigirá que as empresas cumpram medidas como uso de máscaras, controle de temperatura e turnos rotativos.

"A abertura dos comércios será controlada e exigirá a mesma responsabilidade adotada durante a quarentena rígida", destacou o presidente.

Com população de pouco mais de 7 milhões de habitantes, o país registrou até quinta-feira 220 contágios e nove mortes desde o primeiro caso, em 7 de março.

O governo destinou US$ 1,6 bilhão para enfrentar as consequências sociais do isolamento.

Na quinta-feira, colocou outros US$ 1 bilhão - em títulos soberanos - no mercado internacional como reforço para lidar com a pandemia.

A quarentena obrigatória só permite a saída de casa para supermercados, farmácias e bancos.

Segundo o Ministério Público, cerca de 3.000 pessoas foram sancionadas por violar as medidas, enquadradas em uma lei de proteção ambiental.

As aulas estão suspensas desde 10 de março com retorno previsto para setembro.

Velórios foram proibidos e os cemitérios passaram a funcionar 24 horas por dia para receber os corpos.

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