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Yatseniuk, no cargo desde fevereiro, anunciou sua demissão em 24 de julho, depois da dissolução no Parlamento da coalizão governamental, que preparou o caminho para eleições legislativas antecipadas.

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O Parlamento ucraniano rejeitou nesta quinta-feira a renúncia apresentada pelo primeiro-ministro, Arseni Yatseniuk, que denunciou a dissolução da coalizão governamental no Parlamento.

Apenas 16 deputados votaram a favor de sua renúncia, contra os 226 votos necessários para validar sua partida, que teria afundado o país em uma nova crise política.

Yatseniuk, no cargo desde fevereiro, anunciou sua demissão em 24 de julho, depois da dissolução no Parlamento da coalizão governamental, que preparou o caminho para eleições legislativas antecipadas.

Os deputados rejeitaram na ocasião as leis impopulares destinadas a reconduzir as finanças deste país em profunda recessão e que se beneficiam de uma forte ajuda internacional.

Depois de anunciar sua saída, Yatseniuk voltou atrás e aceitou continuar à frente do governo ucraniano se o parlamento aprovasse as leis orçamentárias e fiscais, o que aconteceu nesta quinta.

Estas leis preveem medidas de economia orçamentária e um maior financiamento para as forças armadas mergulhadas no conflito no leste do país.

O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, defendeu, por sua parte, a continuidade de Yatseniuk.

Yatseniuk é um jurista e economista de 40 anos e membro do partido da ex-primeira-ministra Yulia Timoshenko, e um dos líderes dos protestos pró-europeus no início do ano contra o então presidente pró-russo Viktor Yanukovich, que acabaram em sua destituição.

AFP