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Pentágono monitora de perto reentrada na atmosfera de foguete chinês

Dados sobre o foguete chinês Longa Marcha 5B, que se espera que reingresse sem controle à atmosfera nesse final de semana. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 06. maio 2021 - 01:14
(AFP)

O Pentágono informou nesta quarta-feira (5) que está rastreando o foguete chinês que deve entrar na atmosfera da Terra sem controle neste fim de semana, correndo o risco de cair em uma área habitada.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Lloyd Austin, "foi informado e sabe que o Comando Espacial está literalmente rastreando esses destroços de foguetes", declarou o porta-voz do Pentágono, John Kirby.

A China lançou na última quinta-feira o primeiro dos três módulos de sua estação espacial, a CSS, propulsionado por um foguete Longa Marcha 5B. É o corpo desse foguete que cairá nos próximos dias em um local indefinido.

"É quase o corpo do foguete, se bem entendi. Está quase intacto", acrescentou, detalhando que a reentrada na atmosfera está marcada "por volta de sábado".

Após a separação do módulo espacial, o foguete passou a orbitar o planeta em trajetória irregular, perdendo altitude aos poucos, tornando quase impossível fazer qualquer previsão sobre seu ponto de entrada na atmosfera e, portanto, seu ponto de queda.

É possível que se decomponha ao entrar na atmosfera, deixando apenas pequenos detritos para colidir com a terra.

E, se permanecer intacto, sendo o planeta composto 70% por água, há uma boa chance de o foguete cair no mar, embora não seja certo. O foguete pode bater em uma área populosa ou em um navio.

Quando questionado sobre a possibilidade de destroços espaciais serem destruídos se áreas de terra estiverem em risco, o porta-voz do Pentágono respondeu que era "muito cedo" para dizer.

"Estamos observando, estamos seguindo o foguete o mais de perto que podemos", afirmou. "Mas é muito cedo para saber para onde irá e se há algo a fazer."

Esta não é a primeira vez que a China perde o controle de uma espaçonave em seu retorno à Terra. Em abril de 2018, o laboratório espacial Tiangong-1 se desintegrou ao retornar à atmosfera, dois anos depois de ter parado de funcionar. As autoridades chinesas negaram que o laboratório estivesse fora de controle.

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