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Peru abre restaurantes no início do desconfinamento

Funcionária de um shopping center de Lima, Peru, toma a temperatura de um consumidor em 22 de junho de 2020, em meio à pandemia do novo coronavírus afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 29. junho 2020 - 21:00
(AFP)

O Peru abrirá as portas de seus restaurantes na próxima quarta-feira nas áreas do país que começaram o desconfinamento após uma quarentena de três meses e meio devido à pandemia de coronavírus, que até segunda-feira causou 282.365 contágios e 9.504 mortes.

A reabertura dos restaurantes ao público, que poderá atender 40% de sua capacidade, faz parte de um plano de reativação econômica que inclui a reabertura de aeroportos para voos domésticos até 15 de julho.

Segundo o ministro do Comércio Exterior e Turismo, Edgar Vásquez, os restaurantes que cumprirem as autorizações sanitárias previstas no âmbito da pandemia poderão atender com 40% de sua capacidade a partir de 1º de julho.

A associação de restaurantes informou que os clientes terão sua temperatura corporal medida antes de entrar nas instalações, devem usar máscaras e manter a distância física entre as mesas. Os talheres serão colocados em sacos de papel fechados para evitar a possível transmissão do vírus, entre outras medidas de prevenção aprovadas.

No Peru, país orgulhoso de sua gastronomia, os restaurantes voltaram a funcionar no final de maio, quando foram autorizados a reabrir parcialmente a portas fechadas para servir apenas entregas ao domicílio.

A nova normalidade nos restaurantes será aplicada em 18 dos 25 departamentos do Peru, onde os casos estão em declínio, segundo as autoridades de saúde.

Em sete departamentos - com cerca de sete milhões de habitantes - o confinamento obrigatório é mantido devido ao alto índice de infecções.

Lima, onde vivem 10 dos 33 milhões de peruanos, está entre os beneficiários.

O Peru é o segundo país da América Latina com mais infecções depois do Brasil, com 282.365, depois de registrar 2.946 casos nas últimas 24 horas. O total de mortes chega a 9.504, com 187 novas vítimas.

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