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Peru descarta reabrir fronteiras e voos internacionais por surto de COVID-19

O Peru registra mais de 25 mil mortos pelo novo coronavírus e mais de meio milhão de casos confirmados afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 17. agosto 2020 - 22:19
(AFP)

O Peru descartou nesta segunda-feira a autorização de voos internacionais e a reabertura de suas fronteiras, fechadas por cinco meses devido à pandemia, devido a uma notável recuperação nas infecções por coronavírus.

"Não é hora de abrir voos internacionais, porque não conseguimos conter a propagação da pandemia", disse o ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Estremadoyro, ao canal de televisão N.

"Quando conseguimos baixar as taxas (de COVID-19) e temos parte da nossa capacidade hospitalar desocupada, só podemos abrir voos internacionais", acrescentou.

O Peru tem seus hospitais saturados com mais de 14.000 pacientes com COVID-19 e sem suprimentos vitais, como oxigênio medicinal.

O país andino enfrenta um surto de pandemia desde que iniciou um processo de desconfinamento gradativo em 1º de julho em busca da reativação da economia, com registro diário de 10.143 novas infecções no domingo.

Esse registro elevou o número acumulado de infecções para 535.946 e de óbitos para 26.281, com 206 mortes no domingo, segundo balanço do Ministério da Saúde.

A média da última semana foi de 8.275 novos casos diários, de acordo com cálculos da AFP baseados em números oficiais. Há um mês, essa média era de 3.373 casos.

O ministro peruano, por sua vez, relativizou o impacto que a chegada de turistas poderia ter sobre a debilitada economia peruana.

"Não é que isso vá nos beneficiar economicamente, não é uma grande contribuição. Ninguém em nenhuma parte do mundo quer viajar a lazer, isso só vai acontecer em meados do ano que vem", estimou Estremadoyro.

O Peru acelerou o desconfinamento para recuperar sua economia, que entrou em recessão no final de junho quando acumulou dois trimestres de contração e uma queda do PIB de 17% no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano passado.

As infecções começaram a diminuir em meados de junho, mas aumentaram com o fim da quarentena obrigatória em 18 dos 25 departamentos do Peru.

As fronteiras estão fechadas e os voos internacionais proibidos desde de 16 de março. Apenas voos de repatriação são permitidos.

Com 33 milhões de habitantes, o Peru é o terceiro na América Latina em mortes pela pandemia, depois do Brasil e do México, e o segundo em infecções, atrás somente do Brasil.

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