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Peru inicia testes de vacina chinesa contra covid-19 em 6.000 voluntários

Cientista trabalha no laboratório de Neurobiologia da Universidade Cayetano Heredia em Lima, Peru, encarregada pela seleção dos primeiros 3.000 voluntários afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 09. setembro 2020 - 13:58
(AFP)

A fase de ensaios clínicos de uma potencial vacina chinesa contra a covid-19 começa nesta quarta-feira (9) no Peru, onde será aplicada por duas universidades locais em 6.000 voluntários.

"Nesta quarta e quinta-feira começaremos a aplicar as vacinas", disse à AFP o doutor Germán Málaga, pesquisador da Universidade Cayetano Heredia, encarregada pela seleção dos primeiros 3.000 voluntários.

Os voluntários têm entre 18 e 75 anos e não devem ter contraído o novo coronavírus, segundo as instruções divulgadas nas últimas semanas pelos organizadores do estudo.

O segundo grupo de 3.000 voluntários receberá a vacina em outubro sob supervisão da Universidade de São Marcos.

A inscrição de voluntários superou as expectativas e foi feita em tempo recorde, em menos de três horas, através de uma página na internet. No total, mais de 9.000 pessoas se inscreveram.

A aplicação da vacina do grupo chinês Sinopharm será feita mediante uma injeção intramuscular no braço.

Com 33 milhões de habitantes, o Peru é o terceiro país na América Latina em mortes pela pandemia, com 30.000, atrás do Brasil e México. É também o segundo em número de casos, com cerca de 700.000 casos confirmados, atrás do gigante sul-americano.

Mas, em relação à sua população, é o país mais enlutado do mundo, com 93,71 mortes a cada 100.000 habitantes, segundo o ranking da Universidade Johns Hopkins dos Estados Unidos.

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