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Peruano Jaime Bayly diz que Odebrecht se ofereceu para custear campanha

Logo da empreiteira brasileira Odebrecht no Rio de Janeiro em 23 de junho de 2016 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 25. julho 2018 - 19:28
(AFP)

O escritor peruano Jaime Bayly afirmou que a construtora Odebrecht se ofereceu para financiar toda a sua campanha caso ele se lançasse na corrida presidencial em 2011.

O autor de "No se lo digas a nadie" afirmou que a oferta foi feita pelo diretor da Odebrecht no Peru, Jorge Barata, que admitiu à Justiça que a empresa doou ilegalmente para as campanhas de quatro presidentes peruanos.

"Teriam me dado uma fortuna se eu me candidatasse. Pessoas da Odebrecht, o próprio senhor Barata, no Clube Nacional, se ofereceram para financiar toda a minha campanha", declarou Bayly em entrevista à rádio RPP na terça-feira à noite.

"Enrique Ghersi (advogado e político peruano) organizou um jantar com empresários poderosos (...). Ele (Barata) foi o mais generoso (e) em algum momento disse 'vamos financiar a campanha'", explicou o escritor de 53 anos, que reside nos Estados Unidos.

Barata confessou em março que a Odebrecht contribuiu em 2006 e 2011 para as campanhas de Alejandro Toledo (2001-2006), Alan Garcia (2006-2011), Ollanta Humala (2011-2016) e Pedro Pablo Kuczynski (2016-2018), bem como a Keiko Fujimori.

Bayly não se candidatou e votou em Keiko nas eleições de 2011.

A Odebrecht admitiu que pagou 9 milhões de dólares em proprinas no Peru entre 2005 e 2014, durante os governos de Toledo, Garcia e Humala.

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