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Pesquisadores apontam novos ataques de hackers contra empresas dos EUA

A empresa de segurança cibernética Symantec disse na última quinta-feira que identificou ao menos 31 alvos desses hackers nos EUA, incluindo oito empresas listadas na "Fortune 500" afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 26. junho 2020 - 18:55
(AFP)

Hackers que operam na Rússia estão ampliando os ataques de ransomware contra grandes empresas americanas, ameaçando paralisar suas redes se não atenderem a seus pedidos de milhões de dólares, alertam pesquisadores da área de segurança.

A empresa de segurança cibernética Symantec disse na quinta-feira ter identificado ao menos 31 alvos desses hackers nos EUA, incluindo oito empresas listadas na "Fortune 500".

"Os hackers por trás dessa ameaça virtual parecem ser qualificados e experientes, capazes de invadir algumas das empresas mais protegidas, roubar credenciais e se movimentar facilmente através das suas redes. Por isso, o WastedLocker é uma peça de ransomware altamente perigosa", disse a divisão de inteligência de ameaças da Symantec, de propriedade da Broadcom, ao emitir o alerta.

"Ao menos 31 empresas de clientes nossos foram atacadas, o que significa que o número total de ataques pode ser muito maior. Os invasores violam as redes dos seus alvos e preparam o terreno para ataques de ransomware".

No início da semana, um aviso semelhante havia sido emitido pela empresa de segurança britânica NCC Group, que em maio identificou o ransomware WastedLocker como uma nova ameaça.

Os especialistas em segurança disseram que entre os responsáveis pelos ataques estariam dois cidadãos russos, Igor Olegovich Turashev e Maksim Viktorovich Yakubets, acusados em dezembro nos Estados Unidos por seu envolvimento com uma entidade conhecida como Evil Corp, acusada de invadir bancos americanos e britânicos.

O analista da NCC, Stefano Antenucci, escreveu que os especialistas podem demonstrar "com grande certeza" que o último ransomware pertence a Evil Corp, que usa o malware Dridex desde julho de 2014.

A acusação dos Estados Unidos alega que o grupo está supostamente ligado ao malware inserido pela inteligência russa em computadores de dezenas de países, cujo intuito é roubar mais de US$ 100 milhões de empresas e autoridades locais.

Além da acusação, o Tesouro americano também emitiu sanções contra os dois homens, além do anúncio de uma recompensa de US$ 5 milhões pela prisão e condenação de Yakubets, a maior recompensa já oferecida por um cibercriminoso.

Outra extensa operação contra hackers terminou na quinta-feira, quando o russo Sergey Medvedev se declarou culpado perante um tribunal de Nevada, disse o Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

O homem de 33 anos, preso na Tailândia em 2018, administrava uma rede criminosa e fundou a plataforma "Infraud Organization", onde eram trocadas informações sobre cartões de crédito roubados e outros dados pessoais.

Com o slogan "In Fraud We Trust", a rede, que tinha 10.901 membros em 2017, tornou-se a número um na compra de mercadorias com informações bancárias fraudulentas, causando danos de US $ 530 milhões.

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