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Pesquisadores canadenses estudam medicamento para reduzir complicações da Covid-19

O premier canadense, Justin Trudeau, participa de entrevista coletiva sobre a situação da Covid-19 no país afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 23. março 2020 - 14:55
(AFP)

Pesquisadores canadenses lançaram nesta segunda-feira um estudo sobre o uso de um anti-inflamatório poderoso para reduzir os riscos de complicação pulmonar e morte relacionados ao novo coronavírus.

Vários pacientes com Covid-19 tiveram complicações graves devido a um aumento de celulas do sistema imunológico ativadas nos pulmões, o que se conhece como "tempestade de citocinas". Quando isto acontece, o sistema imunológico reage em excesso e danifica o tecido pulmonar, o que provoca dificuldade respiratória aguda e insuficiência de múltiplos órgãos.

Uma equipe liderada por Jean-Claude Tardif, diretor do Instituto do Coração de Montreal e acadêmico de medicina na Universidade de Montreal, espera que o medicamento colchicina funcione para moderar a superprodução de células do sistema imunológico e seus compostos ativadores, chamados citocinas, em pacientes com Covid-19.

Caso sua eficácia seja comprovada, o medicamento - já disponível e usado para tratar gota e pericardite - poderá se tornar uma ferramenta-chave na luta contra a pandemia.

Em entrevista coletiva, o premier Justin Trudeau anunciou 132 milhões de dólares de financiamento para o desenvolvimento de uma vacina e sua produção no Canadá, bem como alianças com empresas para acelerar os testes clínicos, a eventual produção de uma vacina e tratamentos.

Jean-Claude Tardif disse à emissora pública Radio-Canada que espera saber se a colchicina é eficaz em pacientes com o novo coronavírus em três meses.

Segundo um comunicado, os pesquisadores querem recrutar 6 mil canadenses infectados pelo coronavírus para realizar um teste clínico. Mas só havia 1.430 casos de Covid-19 confirmados no Canadá até as 22h GMT deste domingo. Mais de 100 mil canadenses já foram testados.

O premier Justin Trudeau também informou que o governo está acelerando os testes laboratoriais para detectar o vírus.

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