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As reservas de petróleo subiram claramente menos do que o previsto na semana passada nos Estados Unidos

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O petróleo sofreu queda nesta quarta-feira em Nova York por realização de lucros e um potencial aumento da oferta da Líbia, e apesar de um recuo superior ao previsto de reservas nos EUA.

O preço do barril de "light sweet crude" (WTI) para entrega em agosto caiu 86 centavos, a 104,48 dólares no New York Mercantile Exchange (Nymex).

Em Londres, o barril de Brent do Mar do Norte para entrega no mesmo período fechou em 111,24 dólares no Intercontinental Exchange (ICE) de Londres, em uma queda de 1,05 dólar, no menor nível de fechamento desde 11 de junho.

"O mercado continua sofrendo pelas realizações dos lucros, e a queda nas reservas nos EUA não sustentou os preços", destacou Gene McGillian, da Tradition Energy.

As reservas de cru dos Estados Unidos registraram uma queda maior do que a prevista na semana passada, de acordo com dados do Departamento de Energia (DOE) divulgadas nesta quarta-feira.

Essas reservas diminuíram em 3,2 milhões de barris (mb) a 384,9 mb na semana encerrada semana em 27 de junho, mais do que o dobro do esperado pelos especialistas consultados pela Dow Jones Newswires.

As reservas de produtos refinados subiram, afirmou McGillian, que também lembrou que o país está muito próximo de seus níveis recorde de reservas com o maior ritmo de produção dos últimos 30 anos.

A perspectiva de uma melhora da situação na Líbia também empurrou os preços para baixo, especialmente o Brent.

Após o fechamento do mercado, o chefe de governo interino da Líbia, Abdullah al-Thani, anunciou "o final da crise do petróleo" no país, após retomar o controle de dois portos bloqueados pelos rebeldes no leste.

A Líbia é um importante produtor, com níveis de até 1,5 milhão de barris diários. Atualmente, sua média de venda é de 320.000.

AFP