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Polêmica na Bolívia por compra de respiradores para a COVID-19

Foto da Presidência da Bolívia de Marcelo Navajas, ministro da Saúde da Bolívia, em foto de 8 de abril de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 16. maio 2020 - 23:22
(AFP)

O governo boliviano foi fortemente questionado pela oposição por causa da importação de 170 respiradores, que médicos especializados consideram inadequados para tratar pacientes com COVID-19.

Os aparelhos, destinados a reforçar as Unidades de Terapia Intensiva (UTI) dos hospitais bolivianos, chegaram da Espanha na quinta-feira e custaram 5 milhões de dólares, custeados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

"Podemos ver que é um equipamento muito simples. Eu não acho que aguente um paciente crítico com COVID-19 na unidade de terapia intensiva", disse à imprensa José Luis Prieto, presidente da Sociedade Boliviana de Medicina Crítica e Terapia Intensiva de Santa Cruz.

"São respiradores de emergência. Qualquer médico pode utilizá-los enquanto espera trocar um paciente para um respirador convencional. Estes respiradores salvam vidas", argumentou o ministro da Saúde, Marcelo Navajas, durante ato público de entrega dos equipamentos em Oruro (sudoeste).

O governo anunciou que na semana que vem chegará outro carregamento com respiradores convencionais.

"Gastar importantes quantias por ventiladores que não ajudam os doentes nas UTIs não é responsável e mostra falta de eficiência e transparência frente a esta crise. Urge uma explicação séria do governo", escreveu no Twitter o ex-presidente (2003-2005) e candidato à Presidência Carlos Mesa.

Outro ex-presidente, Jorge Quiroga (2001-2002), destacou que "a notícia de que os respiradores NÃO seriam aptos para terapia intensiva seria inadmissível. As autoridades devem uma explicação à #Bolivia".

Luis Arce, ministro da Economia do ex-presidente Evo Morales e candidato presidencial do Movimento ao Socialismo (MAS), afirmou nas redes sociais que "o governo da Bolívia segue agindo de forma tardia e negligente".

"Urgem ventiladores para Unidades de Terapia Intensiva e depois de meses chegam equipamentos que não servem para pacientes com #COVID19 que necessitam de internação em UTI. Inconcebível!", acrescentou.

Outro presidenciável, Luis Fernando Camacho, qualificou a compra dos respiradores como "chacota" e pediu ao ministro da Saúde que os responsáveis sejam processados.

"A dor do povo não pode ser usada para fazer negociatas", afirmou.

A Bolívia registrava até este sábado 3.577 casos de COVID-19, com 164 mortes.

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