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Polícia peruana investigada por corrupção em compra de insumos contra COVID-19

Policial patrulha as ruas vazias da Praça de Armas, em Lima, 9 de abril de 2020, durante a quarentena imposta pelas autoridades para conter a disseminação da COVID-19 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 27. abril 2020 - 20:15
(AFP)

O Peru anunciou nesta segunda-feira (27) uma investigação por suposta corrupção na compra de equipamentos de proteção para a Polícia em meio à pandemia do COVID-19, três dias após a destituição do ministro do Interior e do comandante da instituição.

"Diante das denúncias sobre supostos atos de corrupção nas compras feitas pela polícia para lidar com a emergência, relata-se a abertura de um processo administrativo disciplinar e definido afastamento do cargo todos os envolvidos", informou o Ministério do Interior.

O presidente peruano, Martín Vizcarra, demitiu na sexta-feira o ministro do Interior, Carlos Morán, e o comandante geral da Polícia, José Luis Lavalle, questionados pelo alto número de agentes infectados com coronavírus e pela falta de atendimento.

No Peru, 20 policiais morreram e outros 2.000 contraíram o vírus enquanto patrulhavam as ruas para reforçar o confinamento nacional obrigatório, em vigor de 16 de março a 10 de maio.

A corrupção é um dos males do Peru, cuja agenda política e judicial foi marcada de 2017 até o recente surto de pandemia devido ao escândalo de pagamentos ilegais a políticos pela construtora brasileira Odebrecht, que atingiu quatro ex-presidentes do país.

"Eu assinei vários avisos oficiais, um dirigido ao controlador Nelson Shack para acompanhar as compras que foram feitas", disse o novo ministro do Interior, Gastón Rodríguez, acrescentando que mais mudanças na liderança da polícia também estão sendo avaliadas.

Shack informou no sábado que a Controladoria do Peru divulgará relatos de suposta corrupção nos contratos do Ministério do Interior para a aquisição de equipamentos de biossegurança e proteção para suas tropas.

"Recebemos uma série de denúncias de maus processos de contratação com supostas irregularidades", afirmou.

Um programa de televisão revelou no domingo que há chefes de polícia envolvidos em milhões de compras supervalorizadas de produtos de higiene e equipamentos de proteção da COVID-19 para 140.000 policiais peruanos.

Na semana passada, Vizcarra lamentou que alguns "maus peruanos" estivessem aproveitando a emergência de saúde para se beneficiar ilegalmente, mas ele não mencionou a polícia.

"A corrupção nunca tem uma justificativa, mas em tempos de crise, de emergência nacional, menos ainda", disse o presidente na época.

O Peru registrou até esta segunda-feira 28.699 casos de coronavírus com 782 mortes.

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