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Os jornalistas da AFP registraram várias pessoas lançando projéteis na polícia, que respondeu com gás lacrimogêneo.

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A polícia francesa prendeu cerca de 70 pessoas neste sábado durante uma manifestação pró-Palestina, que reuniu milhares em Paris e desafiou a proibição imposta pelo governo para evitar distúrbios e demonstrações antissemitas.

Os distúrbios duraram uma hora e meia, no centro da capital francesa, e segundo o ministério do Interior, das 70 pessoas detidas, 40 estão em prisão preventiva.

Doze policias ficaram levemente feridos nos confrontos.

Gritando "Israel assassino, Hollande cúmplice" e "todos somos palestinos", mais de 10.000 manifestantes se reuniram em uma praça do centro de Paris, acompanhados por um forte dispositivo policial.

Os jornalistas da AFP registraram várias pessoas lançando projéteis na polícia, que respondeu com gás lacrimogêneo. Diversos jovens, alguns de rosto coberto, lançaram pedras contra vitrines de lojas. Um ponto de ônibus foi destruído.

O ministério do Interior mobilizou cerca de 2.000 policiais na capital. Perto do local do protesto, a polícia ocupou especialmente uma rua na qual se localiza uma sinagoga.

A proibição de manifestação pelas autoridades foi confirmada na manhã deste sábado pelo Conselho de Estado, a mais alta jurisdição administrativa do país, à qual os organizadores haviam recorrido.

Após esta decisão, o ministro do Interior convocou solenemente os organizadores a desistir do protesto.

"Esta manifestação é ilegal, mas para nós é legítima. Trata-se de manifestar nossa solidariedade a um povo que está sendo massacrado", declarou um dos manifestantes, membro do Novo Partido Anticapitalista (NPA, extrema-esquerda).

Outras manifestações de apoio aos palestinos foram realizadas neste sábado em diversas cidades da França, como tem acontecido em todos os fins de semana desde o início da ofensiva israelense na Faixa de Gaza, em 8 de julho.

Em Lyon (leste), o protesto, autorizado, ocorreu em calma e o número de manifestantes também foi estimado em 10.000.

Ao menos 1.000 palestinos, em sua grande maioria civis, morreram e outros 6.000 ficaram feridos desde o início do conflito, segundo fontes médicas do território palestino.

AFP