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A ministra da Justiça francesa, Christiane Taubira, é vista em 15 de julho de 2014, na Assembleia Nacional, em Paris

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Uma ex-candidata às eleições municipais de março pelo partido de extrema-direita francês Frente Nacional foi condenada nesta terça-feira a nove meses de prisão e ficará inelegível por cinco anos por ter feito comentários de cunho racista sobre a ministra da Justiça francesa, Christiane Taubira.

O tribunal de Caiena, capital da Guiana Francesa, foi o encarregado do processo contra Anne-Sophie Leclère, candidata à Prefeitura de Rethel (norte), aberto por um movimento social da região. A corte foi além das requisições do Ministério Público ao pronunciar a sentença, agregada de uma multa de 50.000 euros (cerca de R$ 160.000). O tribunal também prevê uma multa de 30.000 euros à Frente Nacional.

Um reportagem exibida em 17 de outubro de 2013 pelo canal France 2 questionou a então candidata, filiada à legenda desde 2012, sobre uma montagem compartilhada em sua página pessoal no Facebook.

A montagem trazia a imagem de um filhote de macaco ao lado da foto da ministra, com os dizeres "aos 18 meses" e "agora". Perguntada sobre o teor preconceituoso da publicação, Leclère, uma comerciante de 33 anos, disse que a imagem não tinha "nada a ver com racismo".

"Essa foto era para ser engraçada. A imagem foi postada na minha página no Facebook e eu inclusive a apaguei alguns dias depois. Ela não é de minha autoria", justificou.

Leclère foi afastada da Frente Nacional no dia 3 de dezembro. No ano passado, a ministra da Justiça francesa foi alvo de diversos ataques racistas.

Nascida na Guiana, Christiane Taubira, ícone da esquerda no país, provoca a ira da ala conservadora por defender causas polêmicas, como a institucionalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo.

AFP