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Por causa da pandemia, eleições municipais são adiadas para novembro

Funcionário de saúde cuida de pacientes infectados com COVID-19 na unidade de tratamento intensivo do hospital de campanha do Anhembi, em São Paulo, 1º de julho de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 02. julho 2020 - 00:38
(AFP)

O Congresso decidiu nesta quarta-feira (1) adiar de outubro para novembro as eleições municipais devido à pandemia do novo coronavírus.

Em duas votações, a Câmara dos Deputados deu, por ampla maioria, seu aval à proposta, que adia o primeiro turno das eleições de 4 de outubro para 15 de novembro e o segundo de 25 de outubro a 29 de novembro.

A proposta já tinha sido aprovada pelo Senado e será promulgada na quinta-feira no Congresso.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e especialistas da área da saúde defendiam o adiamento das eleições para evitar os contágios pelo novo coronavírus.

O texto aprovado prevê, ainda, que caso um município tenha muitos casos da doença, as eleições na localidade poderão ser adiadas, no máximo, até 27 de dezembro.

O mandato dos eleitores começará em 1º de janeiro de 2021.

O adiamento das eleições ocorre em plena expansão da pandemia no Brasil, o segundo país em número de mortos e casos confirmados, depois dos Estados Unidos.

Nesta quarta-feira, o Brasil superou as 60.000 mortes e totaliza 1,44 milhão de contagiados, embora os especialistas digam que estas cifras possam ser muito maiores devido à falta de exames de diagnóstico.

As eleições municipais serão um teste de meio de mandato para o presidente Jair Bolsonaro, cético da pandemia, muito criticado por sua campanha aberta contra as medidas de quarentena decretadas por governadores e prefeitos, que têm prioridade no país para decidir as medidas para combater a propagação do vírus.

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