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Prefeita pede isolamento militar de focos de coronavírus em Guayaquil

Caixão com o corpo de uma vítima do novo coronavírus é levado ao cemitério Jardines de La Esperanza, em Guayaquil, norte do Equador, 9 de abril de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 11. abril 2020 - 00:32
(AFP)

A prefeita de Guayaquil, Cynthia Viteri, propôs nesta sexta-feira (10) isolar com cordões militares os focos do coronavírus nesta cidade portuária de quase 2,7 milhões de habitantes, epicentro da pandemia no Equador.

"Para o plano de isolamento, eu requeiro que o governo central diga sim", disse a funcionária em sua primeira coletiva de imprensa oferecida após se recuperar da COVID-19.

Ela acrescentou que o município se encarregará de "entregar tudo o que for necessário para essa população que é isolada, cercada pelas Forças Armadas".

A província costeira de Guayas e sua capital, Guayaquil, concentram 74% dos mais de 7.100 casos do novo coronavírus, incluindo quase 300 mortos, registrados no Equador desde a detecção da doença, em 29 de fevereiro.

Guayaquil, com cerca de 4.000 contagiados, está militarizada no âmbito do estado de exceção decretado em 16 de março pelo governo equatoriano, que mantém o toque de recolher de 15 horas por dia e a suspensão do trabalho e das aulas para o confinamento da população.

Viteri solicitou ao Executivo "a lista dos locais onde se concentra a maior quantidade de contagiados" em sua cidade.

O governo indicou que de forma geral mantém localizadas pelo GPS dos celulares as pessoas que pediram ajuda médica por coronavírus em meio à emergência sanitária.

A prefeita sustentou que a ministra do Governo (Interior), Maria Paula Romo, "já tem determinados os pontos que na cidade de Guayaquil são de maior contágio".

Ela propôs para os focos do vírus a "restrição diária e permanente para que ninguém da zona tenha que sair; (para) entrar para desinfetar com grandes caminhões ruas e avenidas, fumigação e desinfecção".

Romo anunciou na quarta-feira que os contagiados pelo coronavírus que descumprirem o isolamento no Equador, alguns dos quais viajaram inclusive para várias províncias, serão punidos com até três anos de prisão.

O presidente Lenín Moreno denunciou que quando havia 1.300 infectados, mais de 40% burlaram as normas de restrição.

O Equador, um dos países latino-americanos mais afetados pelo coronavírus, estendeu na quinta-feira até pelo menos 19 de abril a suspensão de todas as atividades, ordenada há um mês.

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