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O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos

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O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, e o chefe máximo da guerrilha das Farc, Timoleón Jiménez "Timochenko", viajam nesta quarta-feira a Havana para participar de uma reunião com os negociadores de paz, que também contará com a presença do presidente cubano, informaram diversas fontes.

"Nesta reunião, vão estar presentes o presidente (Juan Manuel) Santos, o presidente Raúl (Castro) e o comandante Timochenko", declarou à AFP uma fonte da delegação de paz da guerrilha em Havana, que pediu para não ser identificada.

Segundo esta fonte, a cerimônia será realizada às 17h00 locais (18h00 de Brasília) no salão de protocolo de El Laguito, no oeste de Havana.

Pouco antes, Santos informou em sua conta no Twitter que viajaria a Cuba ainda nesta quarta-feira.

"Farei escala em Havana para reunião chave com negociadores com o objetivo de acelerar o fim do conflito", declarou, referindo-se ao processo de paz levado adiante em Cuba com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc, comunistas), a mais antiga guerrilha do continente.

Esta viagem ocorre em meio aos últimos avanços que os dois grupos reconheceram publicamente sobre a justiça para os insurgentes que depuserem as armas no âmbito desta negociação.

Sem especificar quanto tempo o presidente passará na ilha nem confirmar o encontro com as outras partes, a presidência da Colômbia afirmou em um comunicado que "a justiça é o centro das negociações de paz e com um acordo no tema o sonho de construir um país em paz começa a se tornar uma realidade".

O ponto sobre a justiça está em discussão há quase um ano e "é o quinto ponto de seis que foram determinados na negociação de paz com as Farc", acrescentou o texto.

O consenso, ainda não anunciado formalmente, a respeito da justiça com os delegados da maior guerrilha da Colômbia, com 7.000 combatentes, segundo números oficiais, significa "um ponto de não retorno", nesta quarta tentativa com este grupo insurgente de colocar fim ao conflito armado colombiano, que deixou ao menos 220.000 mortos e mais de seis milhões de deslocados.

AFP