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Presidente da Colômbia afasta chefe do Exército questionado por violações de DH

O general colombiano Nicacio Martínez (D), em 30 de setembro de 2019 em Bogotá afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 27. dezembro 2019 - 20:04
(AFP)

O presidente da Colômbia, Iván Duque, destituiu do comando do Exército, nesta sexta-feira (27), o general Nicacio Martínez, questionado pela oposição e por organizações internacionais por execuções extrajudiciais de civis praticadas por tropas sob seu comando.

"Tivemos uma conversa profunda (...) e, depois dessa conversa, tomamos a decisão para que o general Nicacio de Jesús Martínez deixe o comando do Exército", disse Duque em comunicado na Casa Presidencial de Nariño.

Cercado pela cúpula da força pública, incluindo Martínez, o presidente conservador disse que o general deixa a posição que assumiu em janeiro de 2019 a seu pedido por "razões familiares".

O general Eduardo Zapateiro será o novo chefe do exército. O oficial liderou em 2008 a operação que resultou na morte do guerrilheiro das dissolvidas Farc, o comandante Raul Reyes, no território equatoriano, o que causou tensões diplomáticas com o então governo Rafael Correa.

Promovido a general de quatro estrelas pelo Senado em junho, Martínez é apontado por organizações internacionais como a Human Rights Watch (HRW) de comandar uma brigada investigada por assassinatos de civis e ligações com paramilitares de extrema-direita.

Ele é alvo de uma investigação disciplinar desde maio pelo gabinete do Procurador-Geral, que monitora funcionários públicos, após a publicação de um artigo naquele mês no The New York Times, que denunciou incentivos dentro do Exército que colocariam em risco a vida de civis.

"Nicacio Martínez deixa o Exército, ele nunca deveria ter alcançado essa posição, ele tem muitas respostas pendentes diante do país", escreveu a ex-congressista da oposição Angela Maria Robledo no Twitter.

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