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Presidente da Colômbia diz que Venezuela busca obter mísseis com o Irã

Iván Duque apoia os Estados Unidos na ofensiva diplomática e econômica contra o governo de Maduro, não reconhecido como presidente por sua suposta reeleição fraudulenta, em 2018 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 20. agosto 2020 - 18:06
(AFP)

O presidente da Colômbia, Iván Duque, afirmou nesta quinta-feira (20) que o governo do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, está atrás da aquisição de mísseis através do Irã.

"Há informações de órgãos de inteligência de caráter internacional, que trabalham conosco e mostram que existe um interesse da ditadura de Nicolás Maduro em adquirir alguns mísseis de médio e longo alcance através do Irã", disse o presidente em uma conversa virtual.

De acordo com Duque, os mísseis "ainda não chegaram" no território venezuelano, mas o ministro da Defesa deste país, Vladimir Padrino, estaria à frente dessas "aproximações" com o Irã.

Momentos depois, Padrino respondeu no Twitter que trata-se um "falso positivo" do presidente colombiano "desviar a atenção para a Venezuela (...), aproveitando a situação geopolítica".

Sem relações diplomáticas desde 2019, Colômbia e Venezuela compartilham uma fronteira porosa de 2.200 km onde historicamente operaram organizações dedicadas ao tráfico de cocaína, armas e combustível.

Duque apoia os Estados Unidos na ofensiva diplomática e econômica contra o governo Maduro, não reconhecido como presidente por sua suposta reeleição fraudulenta, em 2018.

A Colômbia também defende a tese da Casa Branca segundo a qual o governo venezuelano oferece proteção à milícia xiita do Hezbollah, considerada pelos Estados Unidos como o braço "terrorista" do Irã.

Maduro recorreu a Teerã precisamente para aliviar uma escassez desesperada de combustível, devido ao desastre de sua indústria de petróleo em meio a uma crise de vários anos que foi exacerbada pelas sanções americanas.

O Irã enviou vários navios de gasolina este ano para a Venezuela para ajudar a preencher essa escassez.

Nesta quinta-feira, o presidente colombiano também culpou as autoridades venezuelanas por protegerem grupos armados do narcotráfico responsáveis pelos assassinatos de líderes e ativistas de direitos humanos.

De acordo com o presidente, há uma campanha internacional para fornecer armas aos grupos irregulares que atuam na área de fronteira dos dois países.

“Temos informações de inteligência (...) de que há membros da guarda venezuelana que estão triangulando armas de outros países, especialmente da Rússia e Belarus, para essas estruturas nas áreas de fronteira”, denunciou Duque.

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