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Presidente da Colômbia prevê queda de Maduro na Venezuela em breve

Santos concede uma entrevista à AFP no palácio presidencial, em Bogotá afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 31. julho 2018 - 12:19
(AFP)

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, declarou nesta segunda-feira que vê para breve a queda do regime de Nicolás Maduro na Venezuela, apesar da "repressão efetiva" que o mesmo tem exercido sobre a população.

"Vejo para breve. Um país com a inflação da Venezuela - um milhão por cento segundo o FMI - onde vai chegar? Este regime tem que desmoronar", declarou Santos em entrevista à AFP na sede do governo.

Oito dias antes de entregar a presidência ao opositor Iván Duque, Santos avaliou que o melhor para Venezuela e Colômbia, que compartilham 2.200 km de fronteira, seria a queda de Maduro, especialmente de "forma pacífica".

Se isto não ocorreu ainda é porque o governo venezuelano exerce uma "repressão cada vez mais efetiva", o que inclusive tem dissuadido novos protestos em massa, declarou Santos.

"Há um paradoxo: quanto mais sofre a população, mas suscetível fica à repressão, e isto tem mantido o regime de Maduro".

"Oxalá amanhã" mesmo termine o governo Maduro, após o qual a "Colômbia estará mais disposta e pronta a ajudar (a Venezuela) de todas as formas possíveis".

Neste sentido, Santos recordou que seu governo ofereceu a Maduro "ajuda humanitária, alimentos e medicamentos" para os venezuelanos que "estão fisicamente morrendo de fome".

Mas Maduro está "em um estado de negação que já é irracional, porque diz não, que lá não existe crise, que não precisa de ajuda, então nesta situação é muito difícil poder fazer algo adicional à pressão para que este regime mude, oxalá de forma pacífica, o mais rápido possível".

Santos endureceu sua posição com Maduro após a convocação e instalação, em agosto de 2017, de uma Assembleia Nacional Constituinte controlada pelo chavismo.

Em razão da severa crise econômica que atinge a Venezuela, a Colômbia tem recebido uma onda migratória sem precedentes, e mais de um milhão de venezuelanos entraram no país nos últimos 16 meses, segundo números oficiais.

Apesar da crescente tensão, Santos garantiu que jamais esteve perto de um confronto militar com a Venezuela.

O presidente fez questão de destacar que "jamais" deixou de "criticar, mostrar surpresa ou oposição diante de qualquer ação contrária à democracia e aos direitos humanos", e também de reconhecer o apoio venezuelano aos esforços de paz na Colômbia.

Em meio à deterioração das relações diplomáticas, a fronteira comum se tornou uma rota para o contrabando da subsidiada gasolina venezuelana e de drogas; proliferando a presença de grupos armados ilegais.

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