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O presidente da Guatemala, Jimmy Morales, na Cidade da Guatemala, em 29 de agosto de 2017

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Uma delegação bipartidária de congressistas dos Estados Unidos mostrou seu "forte apoio" ao presidente da Guatemala, Jimmy Morales, cercado por protestos que exigem a sua renúncia ante assinalamentos de corrupção eleitoral, informou nesta sexta-feira a chanceler guatemalteca, Sandra Jovel.

O grupo, de nove parlamentares, se reuniu com Morales no Palácio Nacional para abordar aspectos da "excelente" relação bilateral entre ambos os países, explicou Jovel a jornalistas.

"Falou-se da conjuntura e de acordo com isso os congressista decidiram dar o seu forte apoio ao senhor presidente", acrescentou a diplomata guatemalteca.

A delegação americana é composta pelos republicanos Peter Roskam, Stephen Knight, Tom Rice e Bill Flores, e pelos democratas David Price, Susan Davis, Dina Titus, Lucile Roybal-Allard e Norma Torres, esta última de origem guatemalteca.

Morales enfrenta uma crise política depois que a Procuradoria e uma comissão antimáfias da ONU pediram a retirada de sua imunidade para que fosse investigado por supostamente receber contribuições ilegais ao partido de direita FCN-Nación, em 2015, quando era secretário-geral e candidato à presidente por esse agrupamento.

O Congresso, em duas votações, não permitiu retirar o foro do presidente.

A crise se agravou quando Morales declarou persona non grata e ordenou a expulsão do ex-juiz colombiano Iván Velásquez, chefe da Comissão Internacional Contra a Impunidade na Guatemala (Cicig), um ente da ONU que apoia a limpeza judicial e desde 2015 conduz uma inédita luta contra a corrupção.

A tentativa de expulsão foi rejeitada por vários países, incluindo os Estados Unidos, e gerou manifestações.

A congressista Torres, por meio de um comunicado, assinalou que durante o encontrou pediu ao presidente que "encontre uma forma de colaborar" com a Cicig e a Procuradoria para que ambos os entes "possam trabalhar sem interferências".

O grupo também se reuniu com Velásquez e com a procuradora-geral, Thelma Aldana, para mostrar o seu apoio à luta contra a impunidade e corrupção, segundo detalhou a embaixada dos Estados Unidos em sua conta do Twitter.

Na quarta-feira, milhares de pessoas protestaram na capital e em outras cidades para denunciar o que chamaram de um "acordo de corruptos", porque além de proteger o presidente, os deputados tentaram aprovar reformas penais para blindar os políticos de eventuais acusações de corrupção similares às formuladas contra Morales.

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AFP