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(Arquivo) Alunas de uma escola de Maiduguri, berço do Boko Haram

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O presidente da Nigéria, Goodluck Jonathan, recebeu nesta terça-feira pela primeira vez familiares das mais de 200 adolescentes sequestradas por islamitas do grupo Boko Haram há cem dias.

Uma delegação de mais de 150 habitantes se reuniu em Abuja com o presidente nigeriano, com o presidente do Senado, David Mark, e com o governador do estado de Borno, onde as meninas foram sequestradas, segundo um jornalista da AFP.

A delegação é composta por familiares das reféns, das 57 adolescentes que conseguiram escapar e por líderes da comunidade onde ocorreu o sequestro, informou uma fonte da presidência que pediu o anonimato.

Após uma breve oração na presença dos meios de comunicação, a reunião prosseguiu a portas fechadas.

Este esperado encontro coincide com a intensificação da insurreição no nordeste da Nigéria, onde as milícias do Boko Haram parecem ter tomado o controle da cidade de Damboa e de seus arredores, sem que o exército tenha conseguido detê-las.

As meninas foram sequestradas no dia 14 de abril em uma instituição de ensino de Chibok, no estado de Borno. Das 276 estudantes capturadas durante o ataque, 219 seguem desaparecidas.

O presidente nigeriano foi muito criticado por sua falta de agilidade após este sequestro em massa que provocou indignação internacional, e por nunca ter ido a Chibok para se reunir com as famílias das vítimas.

AFP