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Pessoas participam de ato na praça da Independência, em Kiev, pedindo o abandono do cessar-fogo com os separatistas armados pró-Rússia, em 30 de junho de 2014

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A Ucrânia pôs fim ao cessar-fogo com os separatistas do leste do país, anunciou o presidente Petro Poroshenko na noite desta segunda-feira.

"Após examinar a situação, decidi, na qualidade de comandante das Forças Armadas, não prorrogar o cessar-fogo de forma unilateral", declarou Poroshenko, em pronunciamento à nação.

"Atacaremos os separatistas" que controlam há mais de dois meses boa parte das regiões de Donetsk e Lugansk, no leste do país, acrescentou, ressaltando que a Ucrânia não está, no entanto, desistindo de seu plano de paz.

O presidente ucraniano teve o cuidado de não culpar, nem mencionar a Rússia, considerada por Kiev e pelo Ocidente responsável, em parte, pela agitação separatista.

"Perdeu-se a possibilidade, única, de cumprir o plano de paz. Isso se deve às ações criminosas dos combatentes (separatistas), que proclamaram publicamente sua recusa a apoiar o plano de paz, em geral, e o cessar-fogo em particular", explicou Poroshenko.

"Estamos dispostos a retomar o cessar-fogo a qualquer momento, quando virmos que todas as partes acatam os pontos essenciais deste plano de paz", disse o presidente ucraniano.

Poroshenko também exige a libertação dos sequestrados por parte dos separatistas.

"Que os combatentes libertem os reféns, e que, do outro lado da fronteira (do lado russo), seja aceso o sinal vermelho contra os sabotadores e os fornecedores de armas. E que a OSCE fiscalize o cumprimento às regras na fronteira", pediu Poroshenko.

Na tentativa de tranquilizar os habitantes das zonas separatistas, Poroshenko prometeu que as forças ucranianas não vão atirar nos bairros residenciais e que aqueles que entregarem as armas não terão de se sentar no banco dos réus.

O anúncio foi feito horas depois de uma conversa entre os presidentes francês e russo e a chefe de governo alemã, em que foi pedido a Kiev a prorrogação do cessar-fogo, que terminaria às 19h00 GMT (16h00 de Brasília) desta segunda-feira.

AFP