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Presidente do Equador chama Maduro de 'asno'

(Arquivo) O presidente do Equador, Lenin Moreno afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 21. outubro 2019 - 22:44
(AFP)

O presidente do Equador, Lenín Moreno, chamou nesta segunda-feira de "asno" seu homólogo da Venezuela, Nicolás Maduro, que acusa de envolvimento na tentativa de golpe durante a recente crise social no país andino.

"Não devemos nos surpreender com a alegria (...) do asno que governa a Venezuela, a alegria de (Rafael) Correa. Definitivamente era porque meteram as mãos aqui", disse Moreno para líderes sindicais, com os quais conversou sobre reformas trabalhistas.

O presidente equatoriano afirma que Maduro e Correa, seu antecessor exilado na Europa, ativaram um plano desestabilizador contra seu governo, que enfrentou uma recente crise social após suspender os subsídios aos combustíveis.

Os dois líderes de esquerda negam seu envolvimento na onda de protestos, que terminou com um acordo entre Moreno e as lideranças indígenas para anular a medida.

Em 12 dias, os protestos deixaram oito mortos, 1.340 feridos e 1.192 detidos, segundo a Defensoria do Povo.

"Não tenho a menor dúvida de que diante da agressividade (das manifestações), da atuação de grupos criminosos, aos quais foi determinado que sufocassem, que assaltassem, que queimassem Quito, houve dinheiro externo", disse Moreno.

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