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Presidente do Equador pede desculpas por 'minimizar' violência contra mulheres

O presidente do Equador, Lenín Moreno, durante uma entrevista à AFP no Fórum Econômico Mundial em Davos, em 20 de janeiro de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 01. fevereiro 2020 - 19:36
(AFP)

O presidente do Equador, Lenín Moreno, pediu desculpas por meio de sua conta na rede social Twitter por suas declarações sobre a violência contra as mulheres e negou que pretendesse "minimizar" esses abusos.

"No meu comentário sobre assédio, não pretendia minimizar um assunto tão sério como violência ou abuso. Peço desculpas se foi entendido dessa maneira. Rejeito a violência contra as mulheres em todas as suas formas!", disse o presidente na noite sexta-feira.

Moreno pediu desculpas por uma onda de críticas através das redes sociais depois de se referir à violência contra as mulheres.

"Os homens são constantemente sujeitos a acusações de assédio. Vejo que as mulheres frequentemente denunciam assédio, é verdade, é bom que o façam, mas às vezes vejo que estão com raiva dessas pessoas feias", disse o presidente mais cedo na sexta-feira durante um encontro com investidores em Guayaquil (sudoeste).

"Isso quer dizer que o assédio é quando se trata de uma pessoa feia, mas se a pessoa é bem apresentada de acordo com os padrões, ela geralmente não pensa necessariamente que é um assédio. Já no caso da minha idade, não seria assédio, seria ocaso sexual ", acrescentou.

Neste sábado, a ativista de direitos humanos Lolo Miño rejeitou as expressões de Moreno e questionou sua capacidade de governar.

"É uma questão de saber se uma mulher se sente à vontade com a abordagem, não se o cara é bonito ou não. Às vezes duvido que ele (o presidente) seja capaz de administrar o país. Que vergonha", afirmou Miño.

A organização Mulheres pela Mudança se manifestou através do Facebook: "Não, não presidente Lenín Moreno, não é que as mulheres agora pareçam assediadas, é que homens como você nunca acharam ruim assediar! Rejeitamos suas declarações violentas".

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