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O líder do Parlamento venezuelano, Julio Borges, em Caracas, em 15 de agosto de 2017

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A Assembleia Constituinte venezuelana investiga o chefe do Parlamento (controlado pela oposição), Julio Borges, por estimular as recentes sanções financeiras dos Estados Unidos, informou o órgão que rege o país com poderes absolutos nesta segunda-feira.

Borges é questionado pela "comissão da verdade", instância da Constituinte que documenta a "violência política" desde que o chavismo chegou ao poder, em 1999.

O deputado faz parte da investigação porque "ativamente subscreveu comunicados pedindo o bloqueio financeiro contra a Venezuela, rechaçando investimentos internacionais contra o país", disse a presidente da Constituinte, Delcy Rodríguez, em coletiva.

O processo contra Borges foi solicitado pelo presidente Nicolás Maduro, que o responsabiliza por impulsionar, em suas viagens ao exterior, as sanções do governo de Donald Trump.

Maduro pediu para que seja julgado por "traição à pátria", crime castigado com a prisão.

Em vigor desde 5 de agosto, a Constituinte - que redigirá uma nova Carta Magna - destituiu a procuradora-geral Luisa Ortega, chavista que há cinco meses rompeu com Maduro, a quem acusa de liderar uma "ditadura".

Também retirou a imunidade do deputado Germán Ferrer, esposo da procuradora e chavista dissidente, que a Justiça ordenou capturar sob acusações de comandar uma rede de corrupção no Ministério Público.

Devido a isso, o casal fugiu para a Colômbia, onde o governo de Juan Manuel Santos lhe dá proteção e ofereceu asilo à ex-procuradora.

Rodríguez assinalou que junto com Borges são investigados outros opositores - a quem chamou de "apátridas" - porque "abertamente, do âmbito acadêmico ou financeiro, pediram o bloqueio contra a Venezuela".

A coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) apoiou em comunicado as medidas de Washington.

Vários de seus dirigentes denunciam a comissão da verdade como um "tribunal da inquisição".

Mediante um decreto expedido na última sexta-feira, Trump proibiu negociar a dívida emitida pelo governo venezuelano e a estatal petroleira PDVSA, que Maduro chamou de "brutal agressão" em meio à grave crise econômica do país.

Anteriormente, o Tesouro americano impôs sanções a Maduro e vários de seus colaboradores, a quem Washington acusa de quebrar a ordem democrática e violar os direitos humanos em protestos opositores que deixaram 125 mortos entre abril e julho.

A Venezuela enfrenta o risco de não pagar sua dívida devido à piora das condições econômicas e ao aumento das tensões políticas, segundo a agência de qualificação financeira SP Global Ratings.

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AFP