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Protesto na Venezuela em 9 de fevereiro em Caracas

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O presidente do Parlamento da Venezuela, o opositor Julio Borges, afirmou na quinta-feira que o governo do Brasil está preocupado com a crise no país, com disputa política e dificuldades econômicas que incluem escassez de alimentos e medicamentos.

"O Brasil ofereceu doar alimentos e medicamentos para ajudar os venezuelanos", afirma Borges em um boletim do Legislativo, de maioria opositora, após uma visita de dois dias a Brasília e de uma reunião com o chanceler brasileiro, José Serra.

Borges disse ainda que a "falta de eleições na Venezuela é uma conversa diária dos chanceleres" da América Latina.

A oposição, que deseja o afastamento do presidente Nicolás Maduro, exige a antecipação das eleições presidenciais, previstas para dezembro de 2018. Para 2017 estão previstas eleições regionais, que deveriam ter acontecido em dezembro passado, mas que ainda não têm data.

No Twitter, a chanceler Delcy Rodríguez rejeitou o que chamou de "reunião ilegítima entre Julio Borges e o chanceler de fato José Serra", uma referência ao impeachment de Dilma Rousseff e a chegada ao poder de Michel Temer.

Serra "interfere em assuntos da Venezuela", escreveu Rodríguez na rede social.

Além disso, a chanceler acusou Borges de "usurpar funções" como presidente do Parlamento.

O Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) - chamado pela oposição de braço jurídico do governo - declarou em "desacato" a Assembleia Nacional por dar posse a três deputados que tiveram a eleição suspensa por fraude. Por este motivo considera nulas todas as suas decisões, incluindo a nomeação de sua atual diretoria, mês passado.

AFP