O presidente eleito da Guatemala, Alejandro Giammattei, denunciou, neste sábado (12), ter tido seu ingresso na Venezuela negado, por ocasião de um encontro que teria com o opositor Juan Guaidó.

"Não nos deixaram entrar na Venezuela. Nos acompanharam até a porta e nos colocaram no avião", afirmou ele, em um vídeo.

Giammattei foi eleito em agosto passado e assume a Presidência em janeiro próximo.

A assessoria de imprensa de Giammattei informou que o presidente eleito e seu chanceler designado, Pedro Brolo, voltaram para o Panamá, de onde haviam partido rumo à Venezuela em um voo comercial.

"Uma mensagem ao presidente Guaidó: estamos com vocês. Embora ainda não nos tenham deixado entrar, faremos ouvir nossa voz no dia de hoje em todo continente. Que Deus abençoe a Venezuela", declarou o presidente recém-eleito.

O líder parlamentar Guaidó logo convocou uma entrevista coletiva para tratar do caso.

"Estamos em um país em ditadura, uma torpe ditadura que não permitiu o ingresso" de Giammattei, afirmou Guaidó, ao assegurar que ele "vinha falar da crise que a Venezuela está vivendo", assim como de possíveis "soluções".

Ao agradecê-lo por seu "nobre gesto", Guaidó comentou que "a agenda de discussão com o presidente da Guatemala vai seguir adiante, apesar desse absurdo bloqueio" da "ditadura".

Em um primeiro vídeo gravado a caminho da Venezuela, Giammattei havia dito que pretendia convidar Guaidó para sua posse, além de pedir a Maduro a libertação de "presos políticos" e a "convocação imediata de eleições democráticas".

Em fevereiro passado, o governo venezuelano, que denuncia um complô internacional liderado pelos Estados Unidos para derrubar Maduro, proibiu o ingresso de cinco eurodeputados que viajaram para o país convidados por Guaidó.

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