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Presidente venezuelano exige máxima lealdade de liderança chavista

Nicolás Maduro em comício em Santa Cruz, na Bolívia, em 14 junho de 2014. Presidente afirmou que não é o momento de brincar com a união do movimento revolucionário venezuelano. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 26. junho 2014 - 12:18
(AFP)

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, criticou na quarta-feira a "esquerda ultrapassada" e exigiu máxima lealdade a todos os líderes da revolução, em clara alusão às críticas contra ele escritas em uma carta por um histórico ministro destituído na semana passada, Jorge Giordani.

"Os ministros não têm justificativa nenhuma para ficar enviando cartas com o intuito de destruir a revolução, para justificar suas culpas, seus erros! Exijo máxima lealdade a todos os líderes da revolução!", exclamou Maduro em um ato partidário em Maracay (oeste).

"Não é o momento de brincar com a união do movimento revolucionário venezuelano. É preciso ver o peso histórico que carrego em minhas costas para que, além disso, alguém venha me apunhalar em plena batalha contra os inimigos da pátria!", acrescentou o presidente.

Na semana passada, Maduro retirou do cargo de ministro do Planejamento o ortodoxo marxista Jorge Giordani, ideólogo do controle cambial imposto há 11 anos e a quem analistas culpam pelo desabastecimento e pela inflação do país com as maiores reservas petrolíferas mundiais.

Após sua saída, Giordani, um dos colaboradores mais próximos do ex-presidente falecido Hugo Chávez (1999-2013), divulgou uma extensa carta - classificada pelo presidente de infame e desleal - na qual acusou a presidência de Maduro de não ter liderança, de gerar uma sensação de vazio de poder e ceder a pressões de setores privados que buscam voltar ao modelo capitalista.

"É doloroso e alarmante ver uma presidência que não transmite liderança, e que parece querer afirmar as coisas através da repetição das ideias do comandante Chávez, sem a devida coerência e planejamento", escreveu Giordani no site Aporrea, próximo ao chavismo.

Na terça-feira, Héctor Navarro, outro colaborador próximo de Chávez que esteve à frente dos ministérios da Educação e da Energia Elétrica, publicou outra carta na qual defende Giordani e convoca Maduro a refletir e "agir de acordo com a responsabilidade de estadista que tem".

A polêmica, que gerou muitos comentários da oposição questionando a unidade do chavismo, ocorre exatamente a um mês da realização do terceiro congresso do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV).

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