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Presidente visitará Tijuana no sábado para 'defender dignidade do México'

(Arquivo) O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 06. junho 2019 - 14:53
(AFP)

O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, anunciou nesta quinta-feira que visitará no sábado a cidade fronteiriça de Tijuana para "defender a dignidade" do país, no momento em que o governo dos Estados Unidos planeja aplicar tarifas caso o país vizinho não interrompa a imigração ilegal.

"É um ato de unidade para defender a dignidade do México e em favor da amizade com o povo dos Estados Unidos", afirmou o presidente em uma entrevista coletiva.

O presidente mexicano informou que para o evento, na tarde de sábado, convidou políticos de todos os partidos, ministros e integrantes do Judiciário, além de representantes dos trabalhadores, empresários e líderes religiosos.

"Lá vamos estabelecer nossa posição, que, repito, vai se desenvolver, se expressar levando em consideração que dizemos que temos uma boa vizinhança com os Estados Unidos, mas ao mesmo tempo defendendo a dignidade do México", afirmou.

O presidente também reiterou a confiança em alcançar um acordo com Washington que evite a aplicação de tarifas iniciais de 5% a todas as exportações mexicanas a partir de segunda-feira.

"Estou otimista, vamos chegar a um acordo, já falamos, o melhor é o diálogo", disse.

Ao ser questionado se o México pensa em aplicar tarifas de represália caso um acordo não seja alcançado, AMLO respondeu que considera "todas as opções".

"Estamos vendo todas as opções, mas nossa postura é conservar, antes de mais nada, a amizade com o povo dos Estados Unidos", declarou, sem detalhar qual seria a possível resposta para a adoção de medidas unilaterais.

A última vez que o México aplicou uma medida similar aconteceu em maio de 2018, quando o governo de Donald Trump aplicou tarifas às importações de aço e alumínio do México, Canadá e Europa.

Na ocasião, o governo mexicano aplicou tarifas de represália às lâmpadas, carne de porco, maçãs, uvas, entre outros produtos.

Na quarta-feira, autoridades mexicanas se reuniram com representantes do governo americano em Washington, mas não chegaram a um acordo e as negociações devem prosseguir nesta quinta-feira.

Trump escreveu no Twitter que avanços foram registrados, "mas não o suficiente", enquanto o chanceler mexicano, Marcelo Ebrard, reconheceu que seu país precisa adotar medidas para frear a migração.

Em meio às negociações, o México anunciou na quarta-feira que militares e policiais interromperam o avanço de uma caravana de 1.200 centro-americanos.

A migração de centro-americanos aumenta, apesar das operações das autoridades mexicanas e das ameaças de Trump.

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