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Presos 72 supostos membros do braço político do Sendero Luminoso no Peru

Foto divulgada pelo Ministério do Interior mostra suposto membro do Sendero Luminoso (C), sob custódia da polícia, após ser detido em Lima, 2 de dezembro de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 02. dezembro 2020 - 21:09
(AFP)

A polícia do Peru prendeu nesta quarta-feira (2) 72 pessoas supostamente ligadas ao braço político da guerrilha maoísta Sendero Luminoso, que semeou o terror nas décadas de 1980 e 1990, informou o governo.

A operação "é contra o braço político do Sendero Luminoso conhecido como Movadef e outros nomes sob os quais se apresentavam", disse o ministro do Interior, Rubén Vargas, à rádio RPP.

Esta é a maior operação dos últimos seis anos contra o Movadef, Movimento pela Anistia e Direitos Fundamentais, que reúne advogados, estudantes, professores, trabalhadores e familiares de integrantes do Sendero Luminoso condenados por terrorismo.

De acordo com a polícia antiterrorista peruana, o Movadef tem cerca de 2.500 integrantes, 70% deles estudantes. Advogados do movimento defendem os prisioneiros do Sendero Luminoso há mais de uma década.

As autoridades, porém, consideram o Movadef uma extensão do grupo maoísta, que é ilegal no Peru por ser considerado terrorista.

"As investigações, ao contrário das anteriores, mostraram que há elementos suficientes para comprovar que o Movadef não é um grupo que pede desculpas, [mas sim] é o braço político do Sendero Luminoso. Com esta operação, a polícia deu o golpe de misericórdia neste grupo criminoso que tanto faz mal ao país", afirmou Vargas.

A campanha de terrorismo do Sendero Luminoso provocou a intervenção das Forças Armadas. O conflito deixou mais de 69.000 mortos e desaparecidos entre 1980 e 2000. Remanescentes do grupo atuam em aliança com o narcotráfico nos vales cocaleiros do país, segundo autoridades.

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