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Primeira sonda lunar israelense inicia sua viagem

O foguete Falcon é lançado levando a sonda lunar israelense em Cabo Cañaveral, 21 de fevereiro de 2019 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 22. fevereiro 2019 - 17:03
(AFP)

Um foguete da empresa americana SpaceX foi lançado na noite desta quinta-feira (21) dos Estados Unidos, levando a bordo a primeira sonda israelense com destino à Lua.

O foguete Falcon 9 decolou sem incidentes de Cabo Cañaveral, na Flórida, às 20H45 locais (22H45 de Brasília).

O lançamento foi acompanhado ao vivo em Israel por vários engenheiros e pessoal de apoio da missão, bem como pelo primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, do centro de controle da empresa aeroespacial Israeli Aerospace Industries (IAI), sócia do projeto.

A iniciativa é privada, assumida desde 2010 pela organização sem fins lucrativos SpaceIL, mas o projeto é motivo de orgulho nacional em Israel, onde se destaca que apenas três países conseguiram até hoje pousar na lua (Estados Unidos, Rússia e China).

"Este é um momento de muito orgulho", afirmou Netanyahu, citado por seu gabinete. "Embora este seja um grande passo para Israel, é um enorme passo para a tecnologia israelense".

"É verdade que, junto com China, Rússia e Estados Unidos, representamos cerca de um terço da população mundial, mas nossa contribuição é enorme, independentemente de nosso pequeno tamanho. Somos gigantes", acrescentou.

Estava previsto que o segundo estágio do foguete liberasse a sonda, nomeada Bereshit (Gênese, em hebraico), 33 minutos depois da decolagem.

Bereshit fará então várias órbitas em volta da Terra, que lhe servirão de impulso para, com a ajuda do seu motor, avançar com destino à Lua, onde tem previsto pousar em 11 de abril.

O foguete também transporta um satélite indonésio e outro da Força Aérea americana.

A missão, cujo custo deveria se limitar inicialmente a 10 milhões de dólares, custou dez vezes mais. Apesar disso, "é o aparelho mais barato a tentar" este desafio, insiste o grupo IAI.

A alunissagem é a missão principal de Gênese, que leva também um instrumento científico a bordo para medir o campo magnético lunar. A sonda foi projetada para durar apenas alguns dias.

Uma cápsula no robô contém DVDs com desenhos infantis, canções e imagens de símbolos israelenses, as lembranças de um sobrevivente do holocausto e uma bíblia.

A Nasa pôs a disposição seu Deep Space Network para enviar à Terra os dados de Bereshit. A agência espacial americana instalou também um retrorrefletor laser no robô, com o objetivo de testar o potencial do laser para a navegação espacial.

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