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Prisão de militares é ordenada por desaparecimento de 43 estudantes no México

Esta imagem de arquivo, tirada em 1º de julho de 2020 em Irapuato, estado de Guanajuato, México, mostra efetivos da Guarda Nacional perto do local de um massacre em que morreram 24 pessoas afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 26. setembro 2020 - 18:53
(AFP)

A justiça mexicana ordenou a captura de militares supostamente envolvidos no desaparecimento, há seis anos, de 43 estudantes da escola de Ayotzinapa, em Guerrero (sul), anunciou neste sábado o presidente do México, Andrés Manuel López Obrador.

O presidente fez o anúncio durante a apresentação de um relatório especial sobre os avanços da investigação, na qual estiveram presentes pais dos desaparecidos, que por anos apontam os militares como provável responsáveis pelos crimes.

"Foram dadas ordens de detenção contra militares que serão executadas. Zero impunidade, quem tiver participação [no crime] provada será julgado", alertou López Obrador.

Os 43 estudantes desapareceram na noite de 26 para 27 de setembro de 2014 em Iguala, onde se encontravam para buscar ônibus que os levariam a uma manifestação na Cidade do México.

Os estudantes acabaram baleados por pistoleiros e policiais com vínculos com o cartel Guerreros Unidos, que até então eram tidos como principais suspeitos dos desaparecimentos.

Contudo, familiares das vítimas, organizações civis e investigadores independentes da Comissão Interamericana de Direito Humanos exigiram durante anos que fosse investigada a participação de dois batalhões do exército da região.

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