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Procurador-geral dos EUA critica projeto de lei do México para limitar ações da DEA

William Barr, procurador-geral dos Estados Unidos afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 12. dezembro 2020 - 02:00
(AFP)

O procurador-geral dos Estados Unidos, Bill Barr, criticou nesta sexta-feira (11) um projeto de lei que tramita no México para limitar a atuação de agências estrangeiras no país, afirmando que esta legislação "só pode beneficiar violentas organizações transnacionais".

"Estamos preocupados com a legislação que tramita no Congresso mexicano, que teria o efeito de dificultar a cooperação entre nossos países", disse em nota o chefe do Departamento de Justiça do governo republicano.

O projeto é uma reforma da lei de segurança nacional que obrigaria os agentes a compartilhar todas as informações que coletam no exercício de suas funções no México e foi aprovado no Senado esta semana. Agora, deve seguir para a Câmara dos Deputados.

No anúncio feito no início de dezembro, o presidente Andrés Manuel López Obrador indicou que deseja "que as regras sejam claras".

O presidente mexicano questionou a DEA, agência de combate as drogas dos Estados Unidos, por ter agido sem o consentimento do México no caso do ex-secretário de Defesa Salvador Cienfuegos, detido em 15 de outubro quando chegava de férias com sua família a Los Angeles.

Cienfuegos foi repatriado para o México em novembro, após um aval incomum do governo dos Estados Unidos, a pedido da procuradoria mexicana.

Barr observou que o projeto de lei resultará em mais insegurança para os cidadãos do México e dos Estados Unidos.

“A oficialização desta legislação só pode beneficiar organizações criminosas violentas e outros criminosos contra os quais lutamos conjuntamente”, disse o procurador-geral norte-americano em seu comunicado, no qual citou o repatriamento de Cienfuegos como exemplo de cooperação.

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