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Protesto exige a liberdade da ativista argentina Milagro Sala

A argentina Milagro Sala, líder presa da organização Tupac Amaru, fala durante uma audiência em Jujuy em 15 de dezembro de 2016 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 16. janeiro 2021 - 22:10
(AFP)

Organizações sociais da Argentina exigiram neste sábado (16) a liberdade da líder Milagro Sala, no marco dos 5 anos de sua detenção na província de Jujuy, acusada de corrupção, o que seus defensores atribuem a uma "perseguição política".

Com o lema "Milagro Sala, 5 anos de prisão política", centenas de pessoas marcharam até os tribunais de Buenos Aires, sede da Suprema Corte de Justiça, enquanto outra grande manifestação ocorria na cidade de San Salvador de Jujuy (1.500 km ao norte), onde a ativista cumpre prisão domiciliar.

Sala, 56, líder da organização social Túpac Amaru, foi presa em janeiro de 2016 por participar de um protesto em Jujuy, no início do governo de Gerardo Morales, aliado do ex-presidente de direita Mauricio Macri (2015-2019) e reeleito em dezembro de 2019.

Após dois anos na cadeia, no final de 2017, foi concedida a ela prisão domiciliar após uma denúncia da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).

Um tribunal de Jujuy condenou Sala a 13 anos de prisão como "chefe de uma associação ilícita" que cometeu fraude e desviou recursos públicos para a construção de moradias de interesse social entre 2011 e 2015.

Em março de 2020, sua defesa apresentou à Suprema Corte um recurso pedindo a anulação do julgamento por irregularidades, mas o tribunal ainda não tomou uma decisão.

Ela teve ainda uma pena por instigar um "escrache" contra Morales suspensa e foi absolvida em outros dois casos em que foi acusada de tentativa de homicídio e de ameaçar policiais.

“Milagro Sala está presa em Jujuy por ser uma líder política que enfrentou o poder. Por ser mulher, negra e lutadora”, diz nota exigindo sua liberdade assinada por vários ministros do presidente Alberto Fernández, entre outros.

Promotor de uma reforma judicial, o presidente de centro-esquerda já afirmou que a ativista é vítima de "uma prisão arbitrária", mas se absteve de intervir perante os juízes.

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