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Protestos no Chile contra libertação de condenados por crimes na ditadura

Portando fotos de pessoas desaparecidas, ativistas de direitos humanos protestam do lado de fora da Suprema Corte do Chile em Santiago contra a libertação de seis militares e um policial da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990) afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 01. agosto 2018 - 18:37
(AFP)

Familiares de vítimas da ditadura de Augusto Pinochet e ativistas de direitos humanos protestaram nesta quarta-feira contra a decisão da Suprema Corte de libertar sete condenados por crimes contra a humanidade.

Dezenas de pessoas segurando fotografias de vítimas da ditadura se manifestaram fora do edifício da Suprema Corte em Santiago, acusando a autoridade judicial de ter favorecido "a impunidade" depois de conceder liberdade condicional a seis militares e um policial reformados, que cumpriam diferentes condenações em dois presídios da capital chilena.

"A Suprema Corte chilena não somente fez vergonha, tornando-se cúmplice da impunidade, como descumpriu tratados internacionais e isso é gravíssimo", disse Lorena Pizarro, presidente do Grupo de Familiares de Detidos Desaparecidos.

A libertação "vira as costas ao direito internacional e violenta tremendamente aqueles que lutaram para cimentar o nunca mais", indicou um comunicado do grupo.

Na terça-feira, a Suprema Corte do Chile acolheu vários recursos e concedeu a liberdade condicional a agentes da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990) condenados por violarem os direitos humanos.

Segundo a Corte, os militares reformados cumpriam os requisitos legais e não havia impedimentos para lhes dar esse benefício.

Todos os beneficiados cumpriram grande parte das condenações, requisito essencial para ter direito à liberdade condicional, mas os grupos de direitos humanos afirmam que eles jamais se arrependeram por seus atos ou demonstraram vontade de colaborar na solução dos processos.

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