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Putin apoia Maduro e incentiva diálogo na Venezuela

O presidente russo, Vladimir Putin, recebe o venezuelano Nicolas Maduro afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 25. setembro 2019 - 11:02
(AFP)

A Rússia reafirmou nesta quarta-feira (25) seu apoio ao presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e incentivou o diálogo entre o governo e a oposição.

Depois de receber Maduro no Kremlin, o presidente russo Vladimir Putin pediu que ele negocie com seus críticos, argumentando que a recusa ao diálogo pode agravar a crise no país.

"Não há dúvida de que somos a favor do diálogo que você, senhor presidente, e seu governo estão tendo com a oposição", afirmou Putin.

"Acreditamos que recusar essas conversas é irracional, prejudica o país e serve apenas para ameaçar o bem-estar da população", acrescentou.

Em 16 de setembro, o governo Maduro anunciou o início do diálogo e um primeiro acordo com um setor minoritário da oposição, enquanto seu principal adversário, Juan Guaidó, deu por esgotadas as discussões promovidas pela Noruega.

País com as maiores reservas de petróleo do mundo, a Venezuela enfrenta a pior crise econômica de sua história recente, que levou 3,6 milhões de pessoas a deixarem o país desde 2016, segundo dados da ONU.

Além disso, o país sul-americano está mergulhado em um conflito político, alimentado em janeiro quando o opositor Juan Guaidó se proclamou presidente interino e foi reconhecido por mais de 50 países.

Em um comunicado, os países do Grupo de Lima, que apoiam Guaidó, denunciaram que Maduro bloqueia o diálogo com a oposição majoritária, considerando que isso impede uma saída para a crise por meio de eleições livres.

Maduro foi reeleito em 2018 em eleições consideradas ilegítimas pela oposição e por parte da comunidade internacional, com os Estados Unidos à frente, mas é apoiado por alguns países, como Rússia, China e Cuba.

Washington impôs sanções à Venezuela, que incluem um embargo do petróleo, para pressionar a saída de Maduro.

A pressão sobre o governo venezuelano continua. A União Europeia (UE), que também reconhece Gauidó, aprovou nesta quarta-feira a adoção de sanções contra sete funcionários do governo. A medida ainda precisa ser confirmada pelo Conselho do bloco.

Após o encontro no Kremlin, Putin comemorou o aumento da cooperação entre os dois países e disse que a Rússia planeja enviar 1,5 milhão de vacinas contra a gripe para a Venezuela "em um futuro próximo".

O líder sul-americano também mostrou sua satisfação por suas relações comerciais com a Rússia. "Juntos, podemos superar qualquer dificuldade", afirmou Maduro.

"É muito importante esse encontro, quase no final do ano, para fazer um balanço das dificuldades, das realidades, dos avanços e projetar os anos futuros", acrescentou.

Venezuela e Rússia têm uma longa história de vínculos. O antecessor de Maduro, o falecido presidente Hugo Chávez, sempre foi bem-vindo ao Kremlin.

A Rússia é o segundo maior credor em Caracas, atrás da China. Moscou investe quantias significativas nos recursos petrolíferos da Venezuela, enquanto Caracas adquire armas russas no valor de bilhões de dólares.

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