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Quase 90% dos detidos pelo serviço de imigração dos EUA são latinos

Una vista de las celdas de un centro de detención en Virginia, Estados Unidos, el 13 de agosto de 2018 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 05. dezembro 2018 - 21:32
(AFP)

Oitenta e nove porcento das pessoas detidas pelos serviços de imigração nos Estados Unidos são latino-americanos, de acordo com um estudo realizado por uma ONG que analisou dados de 2015 e que denunciou que este tipo de detenção aumentou significativamente nas últimas décadas.

Em um momento em que a questão da imigração gera um grande debate nos Estados Unidos, o estudo realizado pela ONG American Immigration Council, baseado em dados do governo e outras fontes para o ano fiscal de 2015, revela que nesse período 355.729 pessoas foram detidas pelo Serviço de Imigração e Alfândega (ICE).

"A média diária da população de imigrantes detidos aumentou cinco vezes nas últimas duas décadas", destaca o estudo.

Do total de detidos em 2015, 79% eram homens com média de idade de 28 anos, embora 17% do total, 59.000 pessoas, fossem menores.

"Os cidadãos mexicanos representaram 43% da população detida e os indivíduos da região do Triângulo Norte de El Salvador, Guatemala e Honduras responderam por 46%", disse o estudo da ONG.

Os especialistas da American Immigration Council que fizeram o relatório ressaltaram que esta pesquisa levanta importantes questões sobre o sistema de detenção para imigrantes.

"Em um momento em que o Congresso analisa os reiterados pedidos do governo de um reforço enorme do orçamento para a imigração, essas conclusões deveriam ser um ponto central para as discussões sobre as políticas sobre o financiamento, a supervisão e a reforma" do sistema de detenção, afirmou Kathryn Shepherd, especialista do American Immigration Council.

Para as 261.020 pessoas que foram libertadas durante este período, o tempo médio que passaram em detenção foi de 38 dias, enquanto 87.000 ficaram mais de um mês em detenção.

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