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Rússia desmente reabertura de base de espionagem em Cuba

A base de Lourdes foi criado em 1964 após a crise dos mísseis de Cuba. Fica a apenas 250 km da costa americana e foi a maior base da ex-União Soviética fora de suas fronteiras, com cerca de 3.000 funcionários. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 17. julho 2014 - 12:46
(AFP)

O presidente Vladimir Putin desmentiu informações sobre a intenção da Rússia de reabrir uma base em Cuba que era utilizada durante a Guerra Fria para espionar os Estados Unidos, segundo um comunicado publicado nesta quinta-feira no site do Kremlin.

O jornal russo Kommersant afirmou na quarta-feira que a Rússia e as autoridades comunistas de Cuba acordaram reabrir "a princípio" a base de Lourdes, fechada desde 2001.

Mas Putin afirmou categoricamente que "isso não é certo", ao ser interrogado por um jornalista russo em Brasília, onde participa de uma reunião de cúpula das potências emergentes, indica o site do Kremlin.

"Fechamos este centro, de comum acordo com nossos amigos cubanos. Não temos a intenção de retomar suas atividades", acrescentou.

O centro de escutas foi criado em 1964 após a crise dos mísseis de Cuba. Fica a apenas 250 km da costa americana e foi a maior base da ex-União Soviética fora de suas fronteiras, com cerca de 3.000 funcionários.

Era utilizado para ouvir sinais de rádio, incluindo os de barcos e submarinos, e as comunicações de satélites.

Rússia e Cuba voltaram nos últimos anos a estreitar seus laços políticos e econômicos, que foram abalados com a dissolução da URSS, em 1991.

Putin visitou a ilha na semana passada, em sua primeira escala de um giro pela América Latina que também o levou à Argentina e ao Brasil. Na ocasião, Moscou perdoou 90% da dívida de Cuba, que datava da época soviética, de cerca de 32 bilhões de dólares.

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