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Rebeldes sírios ameaçam entregar armas por falta de ajuda para combater EI

(Reprodução de vídeo) Membro de um grupo jihadista ligado ao EI, no Iraque afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 02. julho 2014 - 14:01
(AFP)

Os grupos rebeldes do norte e do leste da Síria ameaçaram nesta quarta-feira abandonar as armas se não receberem ajuda da oposição para fazer frente aos jihadistas do Estado Islâmico (EI).

"Nós, os dirigentes das brigadas e batalhões, damos uma semana de prazo à Coalizão Nacional, ao governo provisório e a todos os organismos da revolução síria para enviar reforços e ajuda", afirma o comunicado.

"Se fizerem caso omisso de nosso pedido, vamos depor as armas e enviar e mandar para casa os combatentes", acrescenta o texto.

O comunicado foi divulgado três dias depois que os jihadistas do Estado Islâmico (EI) proclamaram um califado, um sistema de governo islâmico abolido há quase um século.

Este grupo opera no Iraque e na Síria.

Os movimentos que assinaram o comunicado são grupos rebeldes locais posicionados em regiões onde os combates contra o EI causam muitos estragos, principalmente em Deir Ezor (leste, fronteira com o Iraque), Aleppo e Raqa (norte).

"Nossa revolução popular (contra o regime de Bashar al Assad) se encontra hoje ameaçada pelo EI, especialmente depois do anúncio do califado", afirma ainda a nota.

No início de sua luta contra Assad, os rebeldes sírios acolheram em suas fileiras o EI, conhecido até pouco tempo como Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), mas logo se voltaram contra eles devido a seus métodos e ambições hegemônicas.

O EI se reforçou nas últimas semanas com uma ofensiva no vizinho Iraque, apoderando-se de cidades e regiões.

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