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(Arquivo) O remédio antirretroviral Truvada em uma farmácia da Califórnia

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As últimas recomendações da OMS, que pediu que os homossexuais considerem tomar antirretrovirais como método preventivo contra o HIV, não são aplicadas a todos e dependem de uma decisão pessoal, indicou nesta sexta-feira um porta-voz da organização à AFP.

"Se têm uma relação estável, ou se as duas pessoas são HIV negativo e não há risco, não há nenhuma razão para tomar" estes medicamentos, explicou Gottfried Hirnschall, que dirige o departamento HIV da Organização Mundial de Saúde, contactado por telefone pela AFP.

"Caso seja uma relação na qual uma das pessoas é HIV positivo e a outra HIV negativo, é uma opção que deve ser considerada", acrescentou.

"Os estudos realizados não mostram efeitos colaterais muito grandes, mas são medicamentos, tratamentos e, portanto, este aspecto deve ser levado em consideração antes de tomar uma decisão", disse.

Em maio, as autoridades de saúde americanas recomendaram que todos os grupos de risco tomassem antirretrovirais, especialmente os homossexuais, com a esperança de reduzir o número de novas infecções, que não muda há 20 anos.

Tomar regularmente um comprimido que combina dois antirretrovirais, além do uso de preservativos, pode diminuir o risco de contágio entre 20% e 25%, ou seja, evitar "um milhão de novas infecções neste grupo em 10 anos", segundo a OMS.

AFP